Dono do OnlyFans morre aos 43 anos após batalha contra o câncer
O proprietário da plataforma OnlyFans faleceu aos 43 anos e a empresa Fenix International confirmou a perda do seu acionista majoritário nesta segunda-feira através de uma nota sobre a partida do executivo “É com profunda tristeza que anunciamos a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”.
A companhia britânica de streaming reforçou o desejo dos parentes por discrição durante este período delicado “Sua família pediu privacidade neste momento difícil”. Leonid Radvinsky controlava as operações da marca desde a compra efetuada em 2018 e recebia os maiores pagamentos de dividendos do Reino Unido.
O empresário embolsou cerca de 701 milhões de dólares no ano passado e outros 630 milhões de dólares ao longo de 2024. A revista Forbes estimava o patrimônio total do investidor na casa dos 4,7 bilhões de dólares e o classificava entre as pessoas mais ricas do planeta.
Nascido na cidade ucraniana de Odessa em 1982, o executivo mudou para os Estados Unidos ainda na infância e formou-se em economia no ano de 2002. Sua trajetória no mercado digital começou no fim da década de 1990 com a criação de um diretório de links focado no compartilhamento de senhas para sites pornográficos.
A aquisição do OnlyFans ocorreu dois anos após a fundação da ferramenta por Guy e Tim Stokely com um investimento inicial modesto de 10 mil libras. A plataforma ganhou projeção global com a venda de materiais explícitos por criadores que retêm a maior parte do faturamento gerado pelas assinaturas.
A empresa tentou diversificar seu público recentemente através de parcerias com atletas famosos como a skatista brasileira Letícia Bufoni. O controle acionário do empresário passou para um fundo fiduciário neste ano após tentativas frustradas de abrir o capital da companhia no mercado financeiro em 2022.
A agência de notícias Reuters reportou no ano passado que investidores anônimos negociavam a compra do serviço de conteúdo adulto por aproximadamente 8 bilhões de dólares. O negócio acabou não avançando e a estrutura corporativa permaneceu inalterada sob o comando da Fenix International.
O bilionário mantinha uma vida pessoal reservada e definia seu perfil profissional como um entusiasta de plataformas emergentes e de projetos de código aberto. Ele destinou mais de 1,3 milhão de dólares em criptomoedas para ajudar as vítimas da guerra na Ucrânia logo no início do conflito armado com a Rússia.
O executivo afirmava dedicar bastante tempo e dinheiro para causas sociais voltadas a instituições de caridade e empreendimentos tecnológicos. Fora do ambiente de programação ele ocupava suas horas livres com a leitura, partidas de xadrez e com o sonho de se tornar piloto de helicóptero.

