Levantamento aponta que 41% dos cães idosos convivem com doenças crônicas

caes com medo

Quase metade dos cães na fase sênior enfrenta algum problema de saúde contínuo no país. Um mapeamento recente sobre os hábitos de cuidado com animais de estimação revelou que 41% dos cachorros e 34% dos gatos idosos possuem diagnósticos de doenças crônicas.

O desgaste nas articulações lidera as queixas entre os caninos e afeta 19% desses animais com quadros de artrite e artrose. O levantamento também mapeou outras condições frequentes nos cachorros mais velhos:

  • Problemas cardíacos afetam 17% do grupo
  • Neoplasias representam 9% dos diagnósticos
  • Alterações oculares atingem 8% dos pacientes

Entre os felinos a doença renal é a condição mais comum e está presente em 44% dos casos. A inflamação intestinal aparece logo em seguida e atinge 19% dos gatos avaliados na pesquisa.

Os dados integram um estudo conduzido pela rede Cobasi durante o mês de fevereiro com foco em entender o cenário do envelhecimento pet nacional. O formulário digital reuniu respostas de 527 responsáveis por animais na fase sênior e evidenciou falhas na prevenção básica.

Um ponto de alerta da pesquisa envolve o diagnóstico tardio dessas enfermidades. Cerca de 63% dos tutores de cães e a mesma proporção de donos de gatos relataram que as doenças só foram identificadas quando os animais já apresentavam sintomas físicos evidentes.

Daniela Bochi, gerente de marketing da empresa responsável pelo levantamento, reforça a necessidade de manter consultas regulares para garantir a longevidade. “Hoje muitos pets vivem mais tempo e com isso é natural que desenvolvam doenças crônicas, por isso o cuidado na fase sênior não é apenas uma questão de bem-estar mas de qualidade de vida.”

O avanço da idade exige mudanças práticas dentro de casa para evitar acidentes e garantir conforto. O levantamento indica que 34% dos responsáveis por cães e 19% dos donos de gatos já reorganizaram o espaço doméstico para facilitar a mobilidade dos animais.

A equipe veterinária da instituição destaca que ajustes simples no ambiente previnem dores decorrentes da perda de massa muscular e da redução da coordenação motora. “Evitar pisos escorregadios quedas ou esforço excessivo é essencial para prevenir lesões e ajudar animais que já apresentam maior desgaste articular nessa fase da vida.”

Além das limitações físicas, o envelhecimento traz mudanças comportamentais notadas por 73% dos tutores de cães, que relatam redução de energia e alterações no sono. A pesquisa mostra ainda que apenas 25,4% das pessoas se sentem psicologicamente preparadas para lidar com a velhice e a dependência de seus animais de estimação.

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