Ponte da Rota Bioceânica ligará Brasil e Paraguai em maio

Ponte da Rota Bioceânica conectando o Brasil ao Paraguai sobre o Rio Paraguai, com construção em fase final.
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Construção da ponte que integra o corredor bioceânico está em fase final e promete impulsionar a economia regional

A ligação física entre Brasil e Paraguai pela ponte da Rota Bioceânica está prevista para ocorrer em maio, daqui a cerca de 60 dias, com as obras em fase final e a distância entre as extremidades brasileira e paraguaia reduzida para apenas 69 metros. O engenheiro italiano Mario de Miranda, responsável pelo projeto da ponte, acompanhou de perto a etapa final da construção nesta segunda-feira (16) junto a uma comitiva internacional, confirmando o cronograma.

A iniciativa promete ser um vetor de desenvolvimento, conforme destacou Mario de Miranda, que afirmou: “Quando a Rota Bioceânica estiver funcionando, será um verdadeiro corredor de prosperidade e oportunidades para toda a região”. Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, também ressaltou a importância estratégica da obra para Mato Grosso do Sul, descrevendo-a como um “projeto estruturante para a integração regional, a competitividade logística, o comércio internacional e o desenvolvimento do Chaco paraguaio e do Centro-Oeste brasileiro”.

A ponte, considerada uma peça central da Rota Bioceânica, contará com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado que assegura a navegação segura, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional. A passarela, com 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, posicionar-se-á a 35 metros acima do rio e incluirá um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura, com um investimento de US$ 100 milhões totalmente financiado pela Itaipu Binacional do lado paraguaio.

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A construção da ponte começou oficialmente em 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto paraguaio de US$ 1,1 bilhão em investimentos para um trecho total de 580 quilômetros entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo. Desse montante, US$ 440 milhões foram aplicados na conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata, US$ 100 milhões na ponte internacional, US$ 354 milhões no financiamento da pavimentação da Picada 500 (PY-15), e outros US$ 200 milhões serão destinados ao segmento entre Centinela e Mariscal.

Os trabalhos de construção da ponte ocorrem entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, e após a junção das duas frentes, iniciar-se-á a etapa final, que envolve calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização, com previsão de conclusão dessa fase em agosto e o acesso do lado paraguaio totalmente finalizado em novembro. A Rota Bioceânica, um corredor rodoviário de 2.396 quilômetros que liga os oceanos Atlântico e Pacífico pelos portos chilenos de Antofagasta e Iquique, passando pelo Paraguai e Argentina, foi debatida desde 2014 e iniciada em 2017 para ampliar a relação comercial com países asiáticos e sul-americanos.

Especialistas preveem que a rota tem potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de produtos como carnes, açúcar, farelo de soja e couros, e dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) indicam que a ligação permitirá que as exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, se comparado com a saída pelo Porto de Santos.

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Paralelamente, as obras nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países seguem em andamento, incluindo no Brasil a construção da alça de acesso, orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, que compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho. Embora a ponte sobre o Rio Paraguai tenha expectativa de ser entregue no primeiro semestre de 2026, as alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

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