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Bolsonaro registra melhora na função renal enquanto marcadores inflamatórios aumentam

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Exames realizados neste domingo indicaram que a função renal do ex-presidente Jair Bolsonaro melhorou nas últimas horas, porém os médicos aumentaram a dosagem dos antibióticos em razão da elevação de marcadores inflamatórios no sangue.

O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital particular de Brasília desde a manhã de sexta-feira, tratando de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, e permanece com quadro clínico estável, sem previsão de alta da UTI.

Conforme divulgado pelo boletim médico, além da ampliação da cobertura antibiótica, a equipe intensificou a fisioterapia respiratória e motora para suporte ao quadro pulmonar e à recuperação funcional.

O boletim foi assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI Geral Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor-geral do hospital Allisson B. Barcelos Borges.

Na última sexta-feira Bolsonaro passou mal e foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que o levou ao Hospital DF Star com sintomas de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

O ex-presidente está detido na Papudinha, prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

Visitas e segurança

Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa Michelle Bolsonaro como acompanhante, e permitiu visitas dos filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e da enteada Letícia durante a internação.

O ministro determinou que a vigilância seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com policiais em prontidão 24 horas, incluindo dois na porta do quarto e equipes posicionadas dentro e fora da unidade hospitalar.

Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos no setor onde Bolsonaro está internado, exceto equipamentos médicos necessários ao tratamento.

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