Lula visita fábrica que abastece o SUS com 19 milhões de insumos
O presidente da República visitou a fábrica da Bionovis em Valinhos, unidade responsável por fornecer cerca de 19 milhões de seringas e frascos a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde, e esteve na companhia do presidente da Bionovis Odinir Finotti do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Fernando Haddad Alexandre Padilha e Simone Tebet.
Fundada em 2012 a empresa nasceu da união dos laboratórios Achê EMS Hypera Pharma e União Química e dedica-se ao desenvolvimento e à produção de medicamentos biológicos de alta complexidade voltados ao atendimento público e privado.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou no ano passado financiamento de R$ 650 milhões para a instalação em Valinhos de uma linha de produção industrial pioneira destinada ao desenvolvimento e à fabricação de insumos e medicamentos biotecnológicos de alta complexidade, conforme informações oficiais.
Conforme divulgado pelo governo federal a política de fortalecimento do complexo industrial da saúde e a busca por soberania na produção de medicamentos e insumos contam atualmente com investimentos que somam R$ 15 bilhões direcionados à inovação e ao desenvolvimento industrial.
O ministro da Fazenda indicou que a combinação entre compras governamentais e instrumentos de financiamento é condição para viabilizar projetos do porte da fábrica. “Sem política de compras governamentais, isso aqui é impossível. Sem um BNDES, você também não tem condições de planejar uma empresa como essa, que é uma empresa privada, não é uma empresa pública. Mas, se não há uma parceria entre órgãos de Estado, a iniciativa privada, com ambiente de negócios favorável, para venda local e venda externa, esse projeto não se viabiliza” ressaltou o ministro Fernando Haddad.
Ao percorrer as instalações Lula expressou a visão do governo sobre o papel do Estado na cadeia produtiva da saúde. “Ele não tem que ser a fábrica. Ele tem que ser o indutor, tem que ter política de crédito, de financiamento e ajudar na produção. Quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha” destacou o presidente.
Durante a apresentação dos produtos o presidente fez crítica ao cenário internacional de conflitos e contrapôs armas a soluções de saúde exibindo caixas de medicamentos de alto custo oferecidas gratuitamente pelo SUS. “Se você lugar a televisão de noite, está falando de guerra, de mísseis, de invasão. E aqui estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é nosso míssil, não um míssil para matar, mas para salvar” destacou o presidente ao mostrar embalagens que chegam a custar até R$ 6 mil por seringa.
O presidente da Bionovis colocou em perspectiva o impacto aos pacientes e a economia gerada pela compra pública. “O paciente precisa tomar de 20 a 25 seringas dessa por ano para controlar uma doença como a artrite reumatoide” e “Graças ao SUS, o Ministério da Saúde adquire esse produto pagando 80% menos do que ele custaria numa clínica. Esse produto é feito aqui na Bionovis e chega a todo o povo brasileiro” acrescentou Odinir Finotti.
O projeto privado encontrou suporte em políticas públicas e em financiamento para reduzir dependência de insumos que antes eram fabricados apenas em países como China Estados Unidos Índia e Coreia do Sul e permitir a produção local destinada ao atendimento pelo SUS.

