Campo Grande investiga dois casos suspeitos de mpox.
Capital sul-mato-grossense monitora dois prováveis casos da doença viral em 2026 enquanto país registra novo aumento de ocorrências.
Campo Grande registra atualmente dois casos suspeitos de mpox, enquanto um terceiro foi descartado após análise laboratorial, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). As notificações na capital de Mato Grosso do Sul surgem em um cenário de renovado alerta para a doença em nível nacional, impulsionado pelo primeiro caso do ano confirmado em 17 de janeiro, uma terça-feira, em Porto Alegre.
O painel epidemiológico do Ministério da Saúde aponta um crescimento recente das ocorrências de mpox no país. O Brasil soma 62 casos confirmados, com a maior concentração em São Paulo, que registra 44 ocorrências, seguido pelo Rio de Janeiro, com nove. Até o momento, não há óbitos confirmados em decorrência da doença.
Diante do aumento de casos em território nacional, a SES prevê uma elevação nas notificações de casos suspeitos também em Mato Grosso do Sul. Essa expectativa se baseia na maior sensibilização e vigilância por parte dos profissionais de saúde. A secretaria garante um acompanhamento contínuo da situação: “A SES permanece monitorando a situação de forma contínua, adotando todas as medidas preconizadas pelos protocolos vigentes e garantindo o acompanhamento oportuno dos casos notificados”.
A mpox é uma doença viral zoonótica causada pelo MPXV, um vírus do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. A transmissão para seres humanos ocorre principalmente por meio do contato. O diagnóstico da enfermidade é feito por exames laboratoriais, como teste molecular ou sequenciamento genético, com amostras coletadas da secreção das lesões ou das crostas, quando as lesões já estão secas. As amostras são enviadas para laboratórios de referência no Brasil.
Ao longo dos anos, Mato Grosso do Sul acumulou 760 notificações de mpox. Especificamente em 2025, foram 67 notificações de suspeita no estado, das quais 11 foram confirmadas pela SES. Os dados do Painel Mais (Monitor de Apoio às Informações em Saúde) de Mato Grosso do Sul indicam que as confirmações em 2025 afetaram predominantemente a faixa etária de 30 a 39 anos, representando 54% dos casos. Quatro casos foram registrados entre 40 e 49 anos, e apenas um caso na faixa dos 20 aos 29 anos.


