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CCZ confirma 3º caso de morcego com raiva em Campo Grande

Cachorro e gato vacinados, representando a prevenção da raiva, com um morcego voando ao fundo em Campo Grande.

Autoridades de saúde reforçam importância da vacinação de animais domésticos após detecção de novo foco da doença na capital

A capital Campo Grande registrou a confirmação do terceiro caso de raiva em morcego neste ano de 2026, nesta sexta-feira. O animal, recolhido no bairro Santa Fé pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), levou as autoridades a intensificarem o alerta sobre a importância da vacinação anual de cães e gatos, considerada a principal medida de prevenção contra a doença.

Os outros dois morcegos previamente identificados com o vírus foram encontrados nos bairros Vivendas do Bosque e Centro. Moradores acionaram o CCZ após notarem os animais caídos, levando ao recolhimento e posterior análise laboratorial que confirmou a infecção.

Segundo a equipe técnica, Campo Grande abriga espécies de morcegos que se alimentam de frutas e insetos, não oferecendo perigo à população em seu ambiente natural. Entretanto, a presença do vírus da raiva pode ocorrer, tornando esses animais vetores capazes de transmitir a doença para outros mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos.

Orientações e prevenção para a população

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) aconselha a população a evitar qualquer contato com animais que possam estar infectados pela raiva. Ao encontrar um morcego em estado anormal, é fundamental isolar a área para proteger pessoas e outros bichos, acionando de imediato o CCZ para que o recolhimento seja feito. Maria Aparecida Conche, chefe do Serviço de Controle da Raiva e outras Zoonoses da Sesau, esclarece que “morcegos observados voando à noite ou abrigados durante o dia, sem apresentar comportamento atípico, não representam risco e não devem ser manipulados”.

Caso ocorra um contato acidental com um morcego em situação suspeita, a recomendação é buscar atendimento em uma unidade de saúde que funcione 24 horas. Isso permite uma avaliação rápida e o possível início do protocolo antirrábico humano pós-exposição.

A Sesau enfatiza que a vacinação antirrábica em cães e gatos é vital para conter a propagação do vírus em áreas urbanas. Animais domésticos imunizados atuam como uma barreira, impedindo a cadeia de transmissão entre mamíferos. O CCZ oferece campanhas de vacinação itinerantes e também mantém um posto fixo de imunização gratuito ao longo do ano. Tutores podem levar seus pets para receber a vacina na Avenida Senador Filinto Müller, número 1.601, no Bairro Vila Ipiranga. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.

Para solicitar o recolhimento de morcegos suspeitos, o CCZ disponibiliza atendimento em horários específicos. O telefone geral é (67) 3313-5000. De segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, os números são (67) 2020-1801 e (67) 2020-1789. Para atendimentos das 17h às 21h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h, o contato é (67) 2020-1794. Se um animal for encontrado fora desses períodos, a recomendação é isolá-lo com segurança, usando um balde, caixa ou pano, sem contato direto, e acionar o CCZ assim que o serviço for retomado.

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