Piloto é preso dentro de avião em Congonhas suspeito de integrar rede de pedofilia

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Agentes da Polícia Civil cumpriram um mandado de prisão contra um piloto de 60 anos na manhã desta segunda-feira (9). A captura ocorreu no interior de uma aeronave no aeroporto de Congonhas, zona sul da capital paulista. O homem é investigado por suposta participação em um esquema voltado à exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável.

As diligências resultaram também na detenção de uma mulher de 55 anos. As apurações indicam que ela teria negociado três netas, com idades de 10, 12 e 14 anos, para o piloto detido. A ação integra a operação Apertem os Cintos, coordenada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Oito mandados de busca e apreensão são cumpridos simultaneamente na capital e em Guararema, na região metropolitana. A rede criminosa alvo dos policiais atua há oito anos e envolve práticas como favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Os trabalhos investigativos tiveram início em outubro e já mapearam três vítimas de 11, 12 e 15 anos. A polícia relata que essas jovens foram submetidas a cenários graves de abuso. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) aponta uma lista extensa de delitos apurados, incluindo uso de documento falso, perseguição reiterada, produção de material pornográfico e coação no curso do processo.

A pasta responsável pela segurança detalhou a complexidade do esquema descoberto pelos agentes do DHPP, ressaltando a gravidade das violações à dignidade sexual. “As provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos”.

A concessionária Aena informou que a movimentação policial não gerou impactos na rotina do aeroporto de Congonhas. As operações de pousos e decolagens seguem o fluxo normal. Novas prisões e a identificação de outras vítimas não são descartadas pelas autoridades policiais no decorrer do inquérito.

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