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Coxim decreta emergência após mais de 200 mm de chuva causarem estragos

Ruas alagadas em Coxim, MS, com equipes da Defesa Civil atuando após fortes chuvas

Após mais de 200 milímetros de precipitação em poucos dias, administração municipal ativa plano de recuperação e apoio à população

A cidade de Coxim,  entrou em situação de emergência por 180 dias. A medida foi decretada pela prefeitura na quarta-feira, dia 4, em resposta a um volume de chuva que superou 200 milímetros em apenas quatro dias, entre o fim de semana e a própria quarta-feira. Conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o município registrou 201,2 milímetros de precipitação, que desencadeou alagamentos, enxurradas e grandes prejuízos em áreas urbanas e rurais.

O prefeito Edilson Magro assinou o decreto que classifica as chuvas intensas como um desastre natural, reconhecendo os severos danos. A Defesa Civil municipal reportou que sete bairros foram diretamente atingidos, com nove vias, entre ruas, avenidas e travessas, danificadas ou completamente destruídas. A força da água transformou diversas ruas em cursos d’água, invadiu residências e estabelecimentos comerciais, e comprometeu os sistemas de drenagem da cidade. Estradas rurais e pontes também sofreram danos, dificultando o acesso a diversas comunidades do interior.

Gilberto Portela Lima, coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil e responsável pelo parecer técnico que fundamentou o decreto, destacou a intensidade dos fenômenos. “As enxurradas foram muito fortes e causaram prejuízos significativos à infraestrutura da cidade e à população”.

A declaração de emergência permite à prefeitura mobilizar todos os órgãos municipais para oferecer assistência às vítimas, iniciar a recuperação das áreas afetadas e a reconstrução dos locais danificados. A convocação de voluntários e a organização de campanhas de arrecadação de donativos para as famílias afetadas também estão autorizadas. 

As secretarias de Obras e de Assistência Social já começaram os trabalhos emergenciais, com máquinas e caminhões atuando na desobstrução de vias e em reparos provisórios, enquanto equipes sociais apoiam os cidadãos que perderam bens nos alagamentos.

O prefeito Edilson Magro pontuou a magnitude dos estragos. “Estamos concentrando todos os esforços para restabelecer a normalidade, mas os danos são grandes e a recuperação vai levar tempo”.

Adicionalmente, o decreto concede à Defesa Civil a prerrogativa de entrar em imóveis para prestar socorro ou determinar a evacuação de moradores em situações de risco iminente. Em áreas consideradas de alto risco, a administração municipal pode até declarar imóveis de utilidade pública para desapropriação, visando retirar famílias de locais inseguros e realocá-las em áreas mais adequadas. 

A Defesa Civil aconselha que os moradores de regiões vulneráveis permaneçam atentos aos comunicados oficiais e sigam as orientações das autoridades, visto que a previsão do tempo ainda exige cautela e as equipes permanecem em alerta para possíveis novas ocorrências de chuvas fortes.

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