Aliança entre Executivo e Legislativo impulsiona o Desenvolvimento Socioeconômico de MS
Abertura do ano legislativo em Mato Grosso do Sul é marcada por parceria institucional e foco na manutenção da saúde fiscal para atração de investimentos.
A solenidade de abertura da 4ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), realizada nesta terça-feira (3) no Palácio Guaicurus, enfatizou a parceria institucional como motor do progresso estadual. O governador Eduardo Riedel participou do ato, que marcou o início oficial dos trabalhos parlamentares do ano, e entregou a tradicional mensagem do Executivo ao Legislativo, conforme previsto na Constituição Estadual.
Riedel fez a revista à tropa da Polícia Militar antes da sessão, sendo recebido pelo presidente da Alems, deputado estadual Gerson Claro, e demais parlamentares. Em sua mensagem, o governador destacou a solidez da relação entre os poderes, fundamental para os avanços. “Reconheço a parceria preferencial com esta Casa, que jamais faltou ao nosso Governo quando estavam em jogo os altos interesses de Mato Grosso do Sul. É uma aliança vigorosa, baseada em um forte senso da realidade, mas também em uma poderosa visão de futuro”.
O governador também mencionou a harmonia com outras esferas de poder, incluindo a bancada federal, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Corte de Contas. Ele ressaltou a atuação dos representantes federais, que aplicaram recursos em projetos estruturantes. “É a maturidade parlamentar da nossa representação federal, reconhecida no país como a que mais aplicou recursos em projetos estruturantes”.
O presidente da Alems, Gerson Claro, encerrou os atos oficiais, reforçando o papel da Assembleia no cenário de crescimento do Estado. “Mato Grosso do Sul vive um momento estratégico de desenvolvimento, e a Assembleia Legislativa, que segue com responsabilidade e equilíbrio, tem papel direto nesse protagonismo. Nosso dever é criar um ambiente de diálogo, segurança e decisões responsáveis para que o Estado continue avançando”.
O crescimento estadual, com geração de emprego e renda, é sustentado por uma gestão fiscal rigorosa. O governador detalhou que, apesar da queda nas receitas no ano anterior, o Estado conseguiu promover cortes de custos para manter o equilíbrio das contas públicas. Essa estratégia permitiu a manutenção da capacidade de investimento, mesmo operando com a menor alíquota modal do país.
Segundo dados apresentados pelo Executivo, foi possível reduzir em 10% a carga tributária geral, ao mesmo tempo que Mato Grosso do Sul manteve um dos mais altos indicadores de investimento público entre os estados brasileiros. “Sem aumento de impostos, trabalhando com a menor alíquota modal em vigência no país, ainda assim foi possível reduzir em 10% a carga tributária geral e manter um dos mais altos indicadores de investimento público entre os estados brasileiros. Nem mesmo as variáveis negativas da conjuntura econômica do ano passado nos afastou das nossas convicções, sobre um estado mais leve, ágil, moderno e funcional, provedor de políticas públicas de qualidade, que devolve ao contribuinte, em forma de serviços, o que ele paga em impostos. Sempre com foco na eficiência, no controle de gastos e redução dos desperdícios, além da progressiva elevação da competitividade do Estado”.
A saúde fiscal é apontada como a base para a atração de capital privado, sendo o processo de governança responsável por uma autêntica mudança de patamar econômico. Mato Grosso do Sul está entre os estados que mais atraem investimentos no Brasil. “É este o caminho para o crescimento sustentado, com massiva inclusão social, como hoje já está acontecendo. Sem saúde fiscal, não há capacidade de investimento público, e não há credibilidade institucional, para a atração de mais investimentos privados. Este é o processo de governança o responsável por uma autêntica mudança de patamar, que nos levou a estar entre os estados que mais atraem investimentos no Brasil. Já são mais de R$ 80 bilhões, em dois anos. Entre 2020 e 2025, o número de empresas abertas em MS cresceu 40,56%. Neste período foram mais de 150 mil empregos criados”.
A maturidade econômica do Estado é comprovada por indicadores sociais e de mercado. Mato Grosso do Sul registra a menor desocupação de mão de obra de sua história, atingindo 2,9%, o que configura praticamente pleno emprego. A renda média também apresentou elevação histórica, chegando a R$ 3.469,00, a oitava maior do Brasil, com um crescimento de 28,9% entre 2022 e 2024.
O Estado se destaca ainda na segunda posição no ranking nacional de desenvolvimento do capital humano, impulsionado por um programa de qualificação em massa que alcançou mais de 450 mil trabalhadores. Conforme as informações, as exportações estaduais cresceram 84,39% em valor e 72,1% em quantidade, sendo que 62 cidades (78,48% dos municípios) registraram incremento na quantidade exportada.
O conjunto de esforços sinérgicos resultou em um impacto significativo na mobilidade social, com uma forte redução da pobreza extrema, que hoje representa apenas 1,6%. “Todo este conjunto de esforços sinérgicos gerou um formidável impacto sobre a mobilidade social em todo o Estado, com uma forte redução da pobreza extrema, hoje em apenas 1,6%. Estamos entre os três estados brasileiros mais próximos da desafiadora fronteira de sua erradicação, que é pessoalmente, o mais relevante ponto de chegada do nosso mandato”.
O governador concluiu a análise dos indicadores, destacando a posição do Estado em rankings nacionais de desenvolvimento. “Assim nos orgulhamos de outro grande salto, nos tornamos o 5º estado mais autossuficiente do país. E lideramos o ranking nacional de mobilidade social, no Mato Grosso do Sul é onde há as melhores condições das pessoas ascenderem e melhorarem de vida, pela educação e oportunidades ofertadas”.
Riedel detalhou, por fim, os investimentos em infraestrutura urbana, saúde, educação, segurança, proteção ambiental e transição energética, realizados por meio dos programas MS Ativo. O MS Ativo 1 está em fase de conclusão, com R$ 1,5 bilhão em obras nos municípios.
O MS Ativo 2 adicionará mais R$ 995 milhões em obras, previstas para serem iniciadas este ano e concluídas até 2027. Somando esses programas, o Estado totaliza cerca de R$ 2,5 bilhões. “Somamos a estes cerca de R$ 2,5 bilhões, mais R$ 800 milhões em obras financiadas pelas emendas da bancada federal, e recursos provenientes da Sudeco, PAC, Focem, Funasa e transferências especiais. Paralelamente, ainda há R$ 700 milhões em obras civis finalizadas, em andamento e planejadas, nas áreas de saúde, segurança, esporte, cultura, lazer e cidadania. Somados, todo o recurso de investimento em infraestrutura nos municípios atinge quase R$ 4 bilhões de reais”.

