MS “Próspero” tem a menor sobra de dinheiro entre todos os estados para novos investimentos

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Mato Grosso do Sul terminou o terceiro bimestre de 2026 com a menor poupança corrente entre os estados brasileiros. Apenas 6,4% da receita corrente líquida permaneceu como sobra após o pagamento das despesas correntes, segundo dados do Tesouro Nacional.

O resultado reduz a margem financeira do Estado para bancar investimentos com recursos próprios e ocorre justamente enquanto as despesas avançam em ritmo superior ao da arrecadação.

Entre janeiro e junho, as receitas totais de Mato Grosso do Sul chegaram a R$ 13,67 bilhões, crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. As despesas, porém, subiram 14% e alcançaram R$ 12,94 bilhões.

A diferença entre os dois ritmos levou o Estado a registrar déficit primário de R$ 460 milhões no terceiro bimestre. No mesmo período do ano passado, o déficit era de R$ 18 milhões.

A composição dos gastos ajuda a explicar a pouca folga. As despesas com pessoal consumiram 60% da receita total. Outros 24% foram destinados ao custeio da máquina pública. Os investimentos representaram 9% e os serviços da dívida, 3%.

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MS é o estado com menor percentual de sobras de receitas para investimentos

A Previdência Social também pesa sobre o orçamento. Até junho, a função consumiu R$ 3,29 bilhões, equivalente a 22% de todas as despesas estaduais no período. O déficit do Fundo em Capitalização chegou a R$ 869,37 milhões, contra R$ 520 milhões no ano anterior.

Com a maior parte da receita comprometida com despesas permanentes, a capacidade de formar uma sobra para investimentos fica limitada. O índice de 6,4% coloca Mato Grosso do Sul na última posição entre os estados nesse indicador.

A situação ocorre em paralelo ao aumento da dívida consolidada. O estoque da dívida estadual chegou a aproximadamente 72% da receita corrente líquida, com alta de 13% em relação ao registrado no fim de 2025.

A comparação regional também chama atenção. Mato Grosso fechou o período com dívida equivalente a 59% da receita corrente líquida e Goiás, 56%.

O cenário fiscal de Mato Grosso do Sul combina, portanto, uma margem pequena de recursos próprios, crescimento das despesas acima da receita, déficit primário e aumento do estoque da dívida.

Os dados integram o RREO em Foco Estados + DF, elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

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