Piloto é preso por espancar jovem e responderá por agressões em Brasília

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A polícia prendeu novamente o piloto Pedro Turra neste sábado (31) após a Justiça autorizar a detenção, em decisão tomada depois que foram apresentadas provas que, segundo as investigações, o vinculam a agressões além do caso anterior.

O episódio que motivou a investigação atual ocorreu na semana passada no bairro de Vicente Pires, em Brasília, quando um adolescente de 16 anos foi gravemente agredido durante uma briga desencadeada por um chiclete arremessado contra um amigo da vítima.

O jovem permanece internado em estado de coma na unidade de terapia intensiva do Hospital Águas Claras, conforme registro médico e informações veiculadas pelas autoridades.

Um dia após a agressão, o empresário chegou a ser preso, mas pagou fiança de R$ 24 mil e passou a responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade; após o episódio, Turra foi desligado da Fórmula Delta, competição de automobilismo na qual atuava como piloto.

A nova prisão foi autorizada em razão de provas apresentadas pela polícia que apontariam envolvimento em outros casos de agressão; em um desses relatos, o investigado teria utilizado um taser contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.

Além disso, um homem compareceu à delegacia para informar que também foi agredido pelo piloto em junho do ano passado, informação incluída pelas autoridades ao compor o pedido de prisão.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Pedro Turra. O advogado Eder Fior disse que pretende se manifestar sobre a prisão após a audiência de custódia prevista para às 14h deste sábado (31).

Na semana passada, Turra prestou depoimento à Polícia Civil e relatou que tentou evitar o confronto; ele afirmou que a vítima desferiu um soco nele e que, ao revidar, o jovem bateu a cabeça na lataria de um carro que estava próximo do local da briga. “Minha intenção não foi machucar ele, mas apartar a briga, porque ele não estava parando, ele estava me batendo também”

O caso segue sob apuração pela autoridade policial, que juntou relatos e documentos para embasar o pedido de prisão preventiva, enquanto o processo administrativo e judicial aguarda os próximos atos previstos na investigação.

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