Justiça mantém prisão de jovem tatuado na testa após furto em Diadema
A Justiça de São Paulo determinou a manutenção da prisão de Ruan Rocha da Silva após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira. O magistrado converteu o flagrante em prisão preventiva, o que significa que o jovem de 25 anos permanecerá detido por tempo indeterminado.
O rapaz deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória nos próximos dias. A defesa de Silva não foi localizada para comentar a decisão até o fechamento desta reportagem.
A detenção ocorreu na última terça-feira em Diadema, na região do ABC paulista, executada por guardas-civis municipais. A equipe recebeu um chamado via rádio informando sobre uma invasão em andamento na Unidade Básica de Saúde Jardim Casa Grande.
Os agentes encontraram o posto de saúde fechado e com o alarme disparado ao chegarem ao endereço. Pacientes que aguardavam atendimento do lado de fora relataram ter visto um homem saindo do local com uma lavadora de alta pressão.
A equipe realizou buscas nas imediações e localizou Silva na rua de trás portando o equipamento furtado. Ele confessou ter retirado o objeto de um armário da unidade após ser abordado e identificado pelo sistema de monitoramento.
O jovem relatou aos policiais civis que pretendia vender a máquina para comprar crack. O delegado responsável pelo caso estipulou uma fiança no valor de um salário mínimo, mas a quantia não foi paga.
Silva ficou conhecido nacionalmente em 2017 após ser vítima de tortura em São Bernardo do Campo. Na ocasião, dois homens tatuaram a frase “eu sou ladrão e vacilão” em sua testa como punição por uma suposta tentativa de furto de bicicleta.
O histórico do rapaz no sistema prisional inclui uma condenação anterior a quatro anos e oito meses de reclusão. Ele foi sentenciado em 2019 após furtar um celular e dinheiro de funcionárias de um pronto-socorro onde alegou ter entrado para se proteger da chuva.
O cumprimento da pena ocorria em regime semiaberto quando houve uma fuga em outubro de 2019. As autoridades o recapturaram um dia depois do episódio.
O jovem também acumula passagens por clínicas de reabilitação para tratamento de dependência química. Ele chegou a iniciar um processo para remoção da tatuagem feita à força em seu rosto.

