Lula registra lembrança do Holocausto e repudia autoritarismo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou mensagem em rede social nesta terça-feira para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e ressaltou a necessidade de manter viva a lembrança do crime contra a humanidade. “é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano”

O texto recordou também a iniciativa que levou à oficialização da data junto às Nações Unidas, ao mencionar ação de 2004 em parceria com Israel Singer do Congresso Judaico Mundial. Lula citou que naquela ocasião assinou petição endereçada à Organização das Nações Unidas para estabelecer a data, aprovada no ano seguinte, e destacou a escolha de 27 de janeiro por ser o dia em que as atrocidades do campo de concentração de Auschwitz foram reveladas em 1945

O presidente registrou o contexto histórico do genocídio perpetrado pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial entre 1939 e 1945 e lembrou as categorias mais atingidas. Milhões de pessoas judias perderam a vida e também foram perseguidas outras etnias incluindo ciganos e poloneses, além de homossexuais, pessoas com deficiência e comunistas

Ao relacionar memória e prevenção Lula apontou os mecanismos que tornaram possível a tragédia e frisou o papel das ideias autoritárias. “E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída”

Na mesma mensagem o presidente afirmou a dimensão humana e política do dia e conectou a recordação à defesa de direitos e instituições democráticas. “Um dia de recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo. Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”

A publicação republicou a data e os marcos históricos rememorados por Lula e reafirmou a intenção de manter a memória como instrumento de proteção aos direitos humanos e à convivência democrática

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