Erros comuns na separação do lixo contaminam lotes da coleta seletiva
A presença de itens não recicláveis em lotes de coleta seletiva compromete a eficiência das cooperativas e aumenta o volume de rejeitos enviados aos aterros sanitários.
Muitos consumidores depositam materiais nas lixeiras coloridas acreditando auxiliar o meio ambiente, mas certos objetos possuem composições químicas ou resíduos que inviabilizam o processo industrial. A prática conhecida como contaminação cruzada pode inutilizar fardos inteiros de material que, originalmente, teriam valor comercial para a reciclagem.
Papéis impróprios para reciclagem
O papelão é um insumo valorizado no mercado de reaproveitamento, mas perde sua utilidade técnica quando está impregnado de gordura ou umidade. Caixas de pizza usadas, guardanapos sujos e papéis higiênicos devem ser descartados no lixo comum para evitar a proliferação de fungos e bactérias nos lotes limpos. Papéis plastificados, como adesivos, etiquetas e fitas crepe, também são rejeitados devido à dificuldade de separar as fibras de celulose da cola e do plástico.
Vidros especiais e cerâmicas
A distinção visual entre diferentes tipos de vidro gera equívocos frequentes no momento do descarte doméstico. Espelhos, vidros de janelas automotivas, refratários de cozinha e lâmpadas possuem pontos de fusão diferentes das garrafas e potes de conserva. Louças de cerâmica e porcelana, mesmo quando quebradas, não podem ser misturadas com vidros convencionais, pois suas partículas contaminam a massa vítrea na fundição.
Plásticos complexos e metalizados
Embalagens de salgadinhos e biscoitos, conhecidas como BOPP, possuem uma aparência plástica, mas são compostas por múltiplas camadas de materiais de difícil separação mecânica. Cabos de panela e tomadas são feitos de plásticos termofixos que não derretem como os termoplásticos comuns e devem ser destinados ao rejeito. A triagem correta na origem facilita o trabalho manual nas esteiras e garante o aproveitamento real dos recursos.

