Alckmin diz que eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil

news 158454 1768496506

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços avaliou que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, anunciada pelo presidente norte-americano, dificilmente terá impacto significativo sobre o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena” Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação a declaração foi feita na quinta-feira (15).

Ao analisar a possibilidade de medidas de tarifação mais severas, ele apontou a complexidade de aplicar mecanismos que alcancem todos os parceiros comerciais do Irã e mencionou o alcance que essa medida exigiria. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus” O ministro completou essa observação para destacar a amplitude do efeito entre nações com intercâmbio comercial.

Alckmin ressaltou que, até o momento, não existe ordem executiva por parte do governo dos Estados Unidos impondo a sanção, o que reduz, segundo ele, a possibilidade de impacto imediato. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro” A declaração foi feita no mesmo espaço em que tratou da questão comercial e das implicações regulatórias.

Ao citar exemplos internacionais, lembrou que países europeus mantêm comércio com o Irã e chamou atenção para a presença de economias relevantes nesse fluxo. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior” Em seguida, ao manifestar uma posição sobre o desfecho das medidas, declarou ainda “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”

O ministro reiterou que o Brasil não mantém litígio com outros países e colocou o país em uma postura de compromisso com a paz e o multilateralismo. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política” Essas palavras foram usadas para sublinhar a orientação diplomática brasileira.

Ao traçar os objetivos do governo em cenário geopolítico considerado delicado, destacou metas domésticas ligadas a emprego e renda e reafirmou a estratégia externa. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando” A entrevista foi veiculada pelo programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação.

A reportagem contou com colaboração de Alex Rodrigues

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também