Prazo final se aproxima e 1 milhão de hectares de soja não têm cadastro em Mato Grosso do Sul

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A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) contabiliza mais de 4 mil fichas pendentes, representando quase 1 milhão de hectares sem registro na safra 2025/2026.

Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário de alta urgência com o encerramento iminente do prazo obrigatório para o cadastro do plantio da safra de soja 2025/2026. Com apenas quatro dias restantes para a data limite, estabelecida para 10 de janeiro, a Iagro manifesta preocupação com o elevado volume de áreas que ainda não foram registradas.

De acordo com dados da agência, que é vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), mais de 4 mil fichas de cadastro permanecem sem finalização. Essa pendência corresponde a uma área de quase 1 milhão de hectares sem registro oficial. O número é considerado significativo, especialmente quando confrontado com a projeção total para o ciclo agrícola no estado, que é de aproximadamente 4,5 milhões de hectares.

O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, confirmou a situação e enfatizou que o prazo final não sofrerá alterações, reforçando o risco de notificação aos produtores que não cumprirem a obrigação. Ele detalhou o volume atual de registros em comparação com as expectativas do setor. “Hoje nós estamos em torno de 2,7 milhões de hectares cadastrados, sendo que a nossa expectativa, segundo estimativa da Aprosoja, com base no SIGA, é de chegar a 4,5 milhões. Ajude a Iagro a trabalhar na defesa. Evite que nós tenhamos que notificar o produtor que não fizer o cadastro. O prazo não será prorrogado. Pedimos o auxílio de todos para que isso seja feito o mais breve possível, para evitar problemas futuros”.

Historicamente, Mato Grosso do Sul costuma registrar uma média de 3,5 milhões de hectares de soja por safra. A situação atual, com uma grande lacuna entre o cadastrado e o projetado, acende o sinal de alerta da defesa agropecuária estadual.

O secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, reforçou o tom de preocupação e destacou que a falta de registro fragiliza o sistema sanitário estadual, expondo o setor a riscos desnecessários. “Estamos muito próximos do fim do prazo e ainda com um volume expressivo de áreas sem cadastro. Isso fragiliza o trabalho de defesa sanitária e expõe o Estado a riscos que podem ser evitados. O cadastro é uma ferramenta básica de proteção da própria lavoura e do setor como um todo. É fundamental que o produtor faça sua parte agora, para que não tenhamos prejuízos maiores lá na frente”.

Mato Grosso do Sul possui cerca de 17 mil propriedades produtoras de soja. Embora o ritmo de cadastramento esteja abaixo do esperado nas vésperas do encerramento, os maiores volumes de área cultivada neste ciclo continuam concentrados nos municípios de Maracaju, Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados e Rio Brilhante.

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