Caso de agressão em Corumbá amplia debate sobre conduta parlamentar após episódio semelhante em Curitiba

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A agressão registrada em vídeo envolvendo o vereador Élio Moreira Junior e um vendedor ambulante no centro de Corumbá segue repercutindo após novos relatos da vítima.

Enquanto o caso ainda não teve desdobramentos no âmbito do Legislativo local, episódios semelhantes em outras cidades resultaram em apurações formais e pedidos de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar.

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Vereador agrediu e quebrou material de trabalho do vendedor ambulante no centro da cidade

Em Curitiba, uma briga de rua envolvendo o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), ocorrida no dia 19, levou à apresentação de oito representações no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). As denúncias foram protocoladas por vereadores, deputados estaduais e representantes de organizações políticas, apontando possível violação do artigo 5º do Código de Ética.

Entre os dias 19 e 24, as representações foram apresentadas por parlamentares de diferentes partidos e por um representante de organização política. Em comum, todas indicaram que a conduta do deputado, mesmo fora do exercício direto do mandato, poderia ser enquadrada como incompatível com o decoro parlamentar, conforme previsto no regimento interno da Casa.

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Após briga, Renato Freitas recebe oito denúncias no Conselho de Ética e Decoro. Foto: Reprodução/Redes sociais

O artigo citado nas denúncias lista comportamentos considerados inadequados à função parlamentar, incluindo ofensas físicas ou morais, uso do cargo para constranger terceiros e obtenção de vantagens indevidas. No caso de Curitiba, o Conselho de Ética decidiu reunir todas as representações em um único processo.

Segundo a Assembleia Legislativa do Paraná, após a escolha do relator, o parlamentar denunciado terá prazo para apresentar defesa. O parecer poderá recomendar arquivamento, suspensão de direitos ou cassação de mandato, além da possibilidade de oitiva de testemunhas e realização de perícias. O trâmite pode durar entre 60 e 90 dias úteis.

Situação em Corumbá

Em Corumbá, o caso envolvendo o vereador ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram a destruição do material de trabalho de um vendedor ambulante durante uma discussão relacionada à ocupação de espaço público. Posteriormente, a vítima veio a público afirmando que foi forçada a gravar um vídeo de retratação após procurar a polícia, relatando ter recebido dinheiro para apagar as imagens e declarar que a situação estava resolvida.

Até o momento, não há informação sobre a apresentação de pedido formal de apuração da conduta do parlamentar no âmbito da Câmara Municipal.

Casos como o ocorrido em Curitiba demonstram que episódios envolvendo parlamentares fora do plenário podem resultar em análise institucional sobre possível quebra de decoro, a depender das iniciativas adotadas no Legislativo.

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Câmara Municipal não se manifestou a respeito da repercurssão do caso envolvendo o vereador

Em Corumbá, não houve, até agora, manifestação pública da Câmara sobre eventual abertura de procedimento relacionado ao caso.

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