MS ao Vivo consolida circuito de shows gratuitos e atrai multidões

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O circuito de grandes shows gratuitos do MS ao Vivo continua a registrar números expressivos em Mato Grosso do Sul. Em 2025, o projeto, realizado no Parque das Nações Indígenas, alcançou alguns de seus maiores picos de público. O show do cantor João Gomes, em julho, por exemplo, mobilizou 50 mil fãs. Outras apresentações de destaque no mesmo ano incluíram o show “Escândalo Íntimo”, de Luísa Sonza, que atraiu cerca de 40 mil pessoas em maio, com abertura de Paolla, e o encontro de Top Samba com Atitude 67, que reuniu 15 mil pessoas em junho.

Desde a sua criação, o MS ao Vivo se estabeleceu como uma das principais iniciativas culturais do estado, focando na oferta de entretenimento de alta qualidade e acesso democrático. A magnitude do projeto pode ser medida pelo balanço de 2024, quando as nove edições realizadas somaram um público superior a 100 mil pessoas, reforçando o impacto social e cultural da iniciativa.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Eduardo Mendes, o projeto representa um investimento direto na democratização cultural.

“O balanço dos últimos três anos é extremamente positivo. O MS ao Vivo transformou o Parque das Nações Indígenas em um grande palco popular, onde famílias inteiras têm acesso gratuito a apresentações de alta qualidade. Conseguimos valorizar nossos artistas locais, trazer nomes nacionais de grande relevância e, principalmente, criar um espaço de convivência e celebração da diversidade cultural de Mato Grosso do Sul. É um projeto que fortalece nossa identidade e amplia o direito à cultura”.

O início do projeto ocorreu em 16 de julho de 2023, com a apresentação da banda Natiruts e abertura de Karla Coronel, que reuniu um público estimado em 20 mil pessoas. Naquele ano, a iniciativa estabeleceu o padrão de combinar grandes atrações nacionais com talentos regionais, trazendo ao palco nomes como Criolo, Anavitória, Rubel, Forró Ipê de Serra, Tehnofighters e Begèt de Lucena.

A trajetória de sucesso em 2025 foi marcada por diversos encontros notáveis. Além dos shows de Luísa Sonza e João Gomes, o público de 25 mil pessoas vibrou com Liniker em setembro, que teve a abertura de Silveira com seu repertório autoral. Em agosto, Vanessa da Mata e Kalélo se apresentaram para mais de 20 mil pessoas. O ano teve ainda uma das noites mais memoráveis da história do projeto com o reencontro do grupo Lendas 67 e o show Sertanejinho, de Michel Teló, em outubro.

A consolidação do MS ao Vivo em 2024 foi marcada por shows que celebraram a diversidade musical. Em março, o trio ELLLAS, composto por Erika Espíndola, Marta Cel e Renata Sena, celebrou a força feminina na música sul-mato-grossense, com a participação de Tetê Espíndola. Mesmo sob chuva, a banda Falamansa atraiu o público em abril, em show precedido pela homenagem do Canaroots Reggae ao compositor Lincoln Gouveia.

Outros momentos de destaque em 2024 incluíram a apresentação de Toni Garrido, que levou o espetáculo Baile Free ao parque no domingo das mães, com abertura de Gideão Dias e Bibi do Cavaco. Em junho, Zeca Baleiro e Chico César dividiram o palco, embalando o público ao som de sucessos como “Mama África” e “Deus me Proteja”, tendo Jerry Espíndola na abertura. Já em julho, Diogo Nogueira trouxe o samba ao Parque das Nações Indígenas, com plateia de cerca de 5 mil pessoas.

Ainda em 2024, Lenine se apresentou em agosto ao lado da orquestra do maestro Spok, seguido por Mariana Sena em setembro. Jota Quest dominou o palco em outubro, com abertura de Dora Sanches, e novembro foi marcado pela celebração do Mês da Consciência Negra com Dudu Nobre e o show “Pérolas Negras”, que teve a participação de Dovalle, Dany Cristinne e Silveira.

Realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc e da Fundação de Cultura, o MS ao Vivo contou com a parceria do Sesc-MS em 2025. Ao longo de três anos, o projeto consolidou um circuito contínuo de shows gratuitos, estimulando a cena cultural local e reforçando o Parque das Nações Indígenas como um dos principais pontos de encontro da população.

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