Ex-candidato ao Governo de MS é detido sob acusação de estupro de vulnerável
Indígena Magno de Souza, que disputou eleições em 2022, tinha mandado de prisão preventiva em aberto desde novembro por crime contra mulher de 21 anos com deficiência intelectual.
Magno de Souza, ex-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, foi preso neste sábado (13) no assentamento Aratikuty, região da Aldeia Bororó, em Dourados. O mandado de prisão preventiva, expedido em novembro pela Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulheres da cidade, era referente à suspeita de estupro de vulnerável.
A captura foi realizada por uma equipe da Força Tática da 9ª Companhia de Polícia Militar. Após ser detido, o indígena foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande.
O caso sob investigação, que corre em sigilo, envolve o suposto abuso sexual contra uma mulher de 21 anos com deficiência intelectual. A ordem judicial de prisão preventiva possui validade estendida até novembro de 2045, conforme apurou o Campo Grande News.
Magno de Souza ganhou notoriedade em 2022 ao se tornar o primeiro indígena a registrar candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul, concorrendo pelo Partido da Causa Operária (PCO). Contudo, ele não chegou a participar efetivamente do pleito devido a um mandado de prisão anterior, por furto de uma bicicleta, que estava em aberto na época.
Originário da etnia Guarani-Kaiowá, Magno possui diversas passagens pela polícia, principalmente por furtos, motivados, segundo informações, pelo vício em drogas. Ele reside com a esposa, os dois filhos pequenos e outros familiares em uma cabana feita de lona e pedaços de madeira na área de Aratikuty.
Em 2023, Magno de Souza foi preso após invadir um terreno onde um condomínio de luxo estava sendo construído, adjacente à reserva de Dourados. Ele foi apontado como líder da invasão, mas foi solto aproximadamente 20 dias depois, com o uso de tornozeleira eletrônica.
