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Estudo prevê impactos ambientais em projeto de pastagem de quase 7 mil hectares em Corumbá

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Perda de espécies vegetais, fragmentação de habitats da fauna e aumento do risco de erosão estão entre os efeitos previstos no relatório ambiental de um projeto pecuário que abrange 6.968,2534 hectares da Fazenda Anacã do Corixão II, em Corumbá. A proposta da Agropecuária Cerro Alegre será submetida a debate público antes da decisão do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul sobre o licenciamento.

A audiência está marcada para 12 de novembro, às 19h, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Corumbá, na Rua Delamare, 1.088, Centro. O encontro organizado pelo Imasul também terá participação virtual, mediante inscrição prévia.

Elaborado pela KW Soluções em Engenharia e Meio Ambiente, o Relatório de Impacto Ambiental descreve a conversão da área em pastagens destinadas à ampliação da atividade pecuária. O estudo informa que a propriedade já foi utilizada para criação de bovinos, mas parte das pastagens se degradou ao longo dos anos por falta de manejo adequado.

Na área prevista para intervenção, predominam formações campestres e arbustivas, além de ambientes característicos do Pantanal, como campos, capões florestados, vazantes e áreas sujeitas a inundações sazonais. Segundo o relatório, os locais selecionados não abrangem áreas de preservação permanente, corpos d’água ou ambientes úmidos naturais delimitados pelo levantamento.

Além dos impactos sobre a vegetação e os animais, a análise prevê possíveis alterações no escoamento da chuva, na qualidade das águas superficiais e o assoreamento de cursos d’água. A perda da camada superficial do solo também aparece entre os efeitos identificados pelo documento.

Para reduzir esses riscos, o estudo propõe delimitar áreas protegidas, acompanhar tecnicamente a retirada da vegetação, controlar processos erosivos e monitorar os recursos hídricos. As medidas voltadas à fauna incluem acompanhamento antes, durante e depois da intervenção, afugentamento orientado e resgate de animais vulneráveis para transferência a áreas seguras.

O plano ambiental também prevê coleta de sementes e mudas da vegetação nativa, prevenção e combate a incêndios, gestão de resíduos e acompanhamento das emissões de gases de efeito estufa.

A conclusão dos responsáveis pelo relatório é de que o empreendimento apresenta viabilidade ambiental desde que as medidas propostas sejam cumpridas. Essa avaliação, porém, integra a documentação submetida ao Imasul, que ainda deverá analisar o licenciamento. Durante a audiência, o público poderá apresentar dúvidas, críticas e sugestões para subsidiar a decisão.

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