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11 de setembro registra imagens que seguem chocando o mundo 25 anos depois

Julgamento e acusações

O julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, acusado de ser o mentor dos ataques de 11 de setembro, foi programado para junho de 2028 em um tribunal militar, conforme informações sobre o processo contra o responsável pelas operações da Al Qaeda.

Mohammed é apontado como quem articulou o plano de lançar aviões de passageiros sequestrados contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, na Virgínia. Ele foi detido no Paquistão em 2003 e permanece na base de Guantánamo desde 2006.

Além de Khalid Sheikh Mohammed, três co-réus devem ser julgados no mesmo processo, Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali, todos acusados de participação na execução dos ataques.

Imagens, memória e impacto

Quase 3 mil pessoas morreram nos atentados que, na manhã de 11 de setembro de 2001, atingiram duas torres do World Trade Center e o Pentágono; um quarto avião caiu na zona rural de Shanksville, na Pensilvânia. As cenas das torres tomadas pela fumaça foram transmitidas repetidamente e permanecem entre as imagens mais lembradas do século 21.

Os aviões colidiram a mais de 800 quilômetros por hora, provocando explosões e provocando uma nuvem de poeira tóxica que expôs cerca de 400 mil pessoas. A remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros durou cerca de oito meses.

O professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, avaliou o efeito da cobertura televisiva sobre a reação global.

“Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento”

Bucci também relacionou a transmissão ao vivo e a repetição das imagens a uma alteração na percepção temporal do público, observação que conecta a mídia ao prolongamento do impacto emocional.

“A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo”

O empresário brasileiro Márcio Boruchowski, que trabalhava em um edifício próximo às torres, recordou o efeito auditivo e visual do impacto e do colapso das estruturas.

“Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente”

O fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto em 2011 por forças dos Estados Unidos em uma operação no interior do Paquistão, informação que integra o histórico de responsabilizações após os ataques.

O planejamento do julgamento, os nomes dos acusados e os dados sobre vítimas, exposição à poeira e a demorada remoção dos escombros compõem o conjunto de elementos que mantém o episódio de 2001 presente no debate público e na memória coletiva.

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