Vereadora propõe programa permanente de saúde mental nas escolas municipais de Corumbá
A vereadora Hanna Ellen Santana propôs à Prefeitura de Corumbá a realização de estudos técnicos e administrativos para criar e implementar um programa permanente de atenção à saúde mental na Rede Municipal de Ensino. A proposta prevê atendimento voltado a estudantes, professores, demais profissionais da educação e famílias.
A sugestão foi encaminhada à secretária municipal de Educação, Elizama Medina de Avila. Segundo a vereadora, a intenção é estruturar uma política permanente de prevenção e cuidado dentro do ambiente escolar, com integração entre as redes de Educação, Saúde e Assistência Social.
A proposta prevê pelo menos cinco eixos de atuação. Um deles é a prevenção, com ações educativas e campanhas nas escolas sobre saúde emocional, ansiedade, bullying, violência, conflitos, uso de álcool e outras drogas e prevenção ao suicídio.
Outro ponto é o acolhimento de estudantes, professores e famílias que apresentem situações de sofrimento emocional ou vulnerabilidade. A indicação também prevê mecanismos de escuta qualificada dentro da rede.
A proposta inclui ainda a identificação precoce de possíveis problemas psicológicos. Para isso, Hanna defende a capacitação de professores, coordenadores, diretores e outros profissionais da Educação para reconhecer alterações comportamentais e sinais que possam indicar sofrimento emocional.
O programa também deverá estabelecer um fluxo para encaminhamento dos casos identificados. A ideia é definir como cada situação será registrada, quais profissionais deverão ser acionados e em quais casos estudantes ou servidores deverão ser encaminhados à rede especializada de Saúde, Assistência Social ou outros órgãos competentes.
O acompanhamento dos casos encaminhados também faz parte da proposta. Segundo a indicação, devem ser criados mecanismos para manter a articulação entre escola, família e os serviços responsáveis pelo atendimento, respeitando os limites legais e o sigilo das informações.
“A necessidade de fortalecer essas ações é demonstrada por dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2024, do IBGE, segundo os quais 28,9% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos relataram sentimento de tristeza na maioria das vezes ou sempre, enquanto 49,7% afirmaram sentir muita preocupação com as coisas comuns do dia a dia. No Mato Grosso do Sul, o percentual de estudantes que relataram sentimentos de tristeza chegou a 35,6%, acima da média nacional”, informou.
“Diante dessa realidade, a escola constitui espaço estratégico para prevenção, identificação precoce e encaminhamento adequado, uma vez que professores e equipes escolares convivem diariamente com os estudantes e podem perceber mudanças de comportamento que demandem atenção”, argumentou.
Para a vereadora, a criação do programa pode evitar que ações relacionadas à saúde mental ocorram apenas de forma pontual. A proposta busca estabelecer uma atuação contínua do Poder Público e fortalecer a rede de proteção envolvendo escolas, famílias e os serviços públicos.

