Bebê de cinco meses é morto com golpes de foice em MS
Família foi atacada durante a madrugada e mãe da vítima está internada em estado grave.
Um bebê de cinco meses morreu após ser ferido com uma foice durante a madrugada deste domingo em Aral Moreira, município localizado a quase 400 quilômetros de Campo Grande, na região de fronteira com o Paraguai. A mãe da criança ficou gravemente ferida, e recebeu socorro do Corpo de Bombeiros, sendo encaminhada a uma unidade hospitalar em Coronel Sapucaia, cidade próxima de onde o crime ocorreu.
O caso aconteceu dentro da residência da família, quando o indivíduo identificado como Rafael Romero Escobar entrou no imóvel por volta das 2h da manhã. De acordo com o boletim de ocorrência, Escobar teria utilizado uma foice para agredir mãe e filho, que estavam dormindo. O objeto usado no crime foi apreendido pelas autoridades, apresentando vestígios de sangue.
Criança conseguiu fugir e pedir ajuda
No momento do ataque, uma criança de cinco anos, também presente na casa, conseguiu correr até um matagal próximo e buscou ajuda de vizinhos. Os moradores imediatamente acionaram a Polícia Nacional do Paraguai, que auxiliou nos procedimentos iniciais e garantiu a preservação do local até a chegada das equipes de investigação brasileiras.
O suspeito, morador da mesma região, teria admitido a populares sua responsabilidade pelo ataque e mencionado ter agido por desejo de vingança relacionado a uma suposta queima de motocicleta. Existe a suspeita de que o desentendimento tenha envolvido previamente o pai da criança morta e marido da mulher ferida.
No registro policial, consta que o pai chegou à residência após os fatos, apresentava sinais de embriaguez e relatou não ter presenciado o crime. As autoridades o encaminharam para o Instituto Médico Legal de Ponta Porã para realizar os procedimentos de liberação do corpo do filho.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Aral Moreira e segue sob investigação como homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de homicídio. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul trabalham para reunir provas e esclarecer a dinâmica das agressões.
