Justiça condena homem a 4 anos por jogar filhotes de cachorros dentro de fossa em Campo Grande

Cachorro filhote triste perto de uma fossa fechada em ambiente urbano

Sentença também proíbe condenado de manter animais por mais de quatro anos

Um morador de Campo Grande foi sentenciado a 4 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão após colocar cinco cães recém-nascidos em uma fossa no bairro Aero Rancho. O episódio aconteceu em fevereiro do ano passado, quando o condenado, após desentendimento com a mãe, lançou os filhotes pelo duto de ventilação da estrutura. Os animais, que tinham cerca de uma semana de vida, não resistiram.

De acordo com a decisão do juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 8ª Vara Criminal, a pena será cumprida inicialmente em regime semiaberto, além do pagamento de 150 dias-multa. O réu também está proibido de ter cães ou outros animais domésticos durante o mesmo período da condenação. A Justiça não autorizou a substituição da prisão por medidas alternativas.

O caso começou quando o homem discutiu com a mãe na casa dela. Segundo os autos, ele foi até o canil nos fundos do imóvel, retirou os cinco filhotes e os introduziu um a um na fossa pelo tubo de suspiro. A mãe relatou ter ouvido os animais latindo dentro da estrutura após o ocorrido. O irmão do acusado, que chegou depois, também escutou o choro de pelo menos um dos cães.

Por causa da configuração da fossa, não foi possível alcançar os filhotes, que permaneceram no local. Os corpos não puderam ser recuperados, o que inviabilizou a realização de exame para determinar a causa exata das mortes. A sentença menciona que não se sabe se os animais morreram em razão da queda, por asfixia ou por falta de alimentação e água. Mesmo assim, o juiz considerou os depoimentos e outras provas suficientes para concluir que o réu foi o responsável pela morte dos animais.

A defesa argumentou que o homem pretendia apenas atingir emocionalmente a mãe e que não tinha intenção de maltratar os filhotes, além de estar sob efeito de álcool e drogas. Essas alegações foram rejeitadas pelo magistrado, que afirmou que o acusado tinha plena consciência das consequências de colocar animais tão jovens dentro de uma fossa. A repetição da conduta contra cinco filhotes foi usada para afastar a hipótese de ato isolado ou impulsivo.

A pena-base foi fixada em 2 anos e 9 meses de prisão e 97 dias-multa. Com a morte dos animais, a sanção foi elevada para 3 anos, 2 meses e 15 dias. O número de vítimas gerou novo acréscimo, chegando ao total de 4 anos, 3 meses e 10 dias. Ao definir o regime, o juiz levou em conta a duração da pena e a maneira como os animais foram tratados.

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