Mortos em confronto com a PM em rodovia de MS eram pistoleiros do Comando Vermelho
Suspeitos de homicídios em Costa Rica, dupla portava armas e munições quando foi interceptada.
Na tarde deste domingo (24), uma ação conjunta das polícias Militar e Civil de Costa Rica resultou na morte de dois homens identificados como Carlos, de 30 anos, e Maxwel, de 22. Eles eram investigados por participação em dois assassinatos ocorridos em agosto no município, e trocaram tiros com os policiais na rodovia MS-223, entre Figueirão e Alcinópolis, a cerca de 305 quilômetros de Campo Grande.
De acordo com a corporação, a dupla era monitorada após a identificação dos veículos e dos locais usados para guardar armas utilizadas em execuções anteriores. No momento da abordagem, um deles estava em um Fiat Uno e o outro em uma motocicleta. Ambos desobedeceram à ordem de parada e atiraram contra os agentes, que revidaram.
Carlos e Maxwel foram atingidos e morreram no local. A perícia apreendeu uma pistola calibre .40 com 11 munições, um revólver calibre .38, 25 munições extras no carro, além de roupas e objetos que, segundo a polícia, seriam usados em um novo crime. Há suspeita de que a pistola .40 seja a mesma utilizada nos homicídios dos dias 1º e 10 de agosto, o que será confirmado por perícia balística.
Ficha criminal extensa
Carlos tinha passagens por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de uso restrito, ameaça, estelionato e associação criminosa, e era apontado como executor de homicídios em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Maxwel possuía registros por envolvimento com facção criminosa. Nenhum dos dois teve o nome completo divulgado.
As investigações apontam que a dupla matou Cleiton Gonçalves de Queiroz, de 35 anos, no dia 1º de agosto, em uma residência na Vila Alvorada, em Costa Rica. Os criminosos chegaram de motocicleta e efetuaram 13 disparos, sendo que 12 atingiram a vítima, que morreu na cozinha do imóvel.
O segundo homicídio ocorreu em 10 de agosto, quando Lucas Levy, de 23 anos, foi executado com cerca de dez tiros no portão de casa, no Bairro Cohab Azul. Ele tentou fugir pelos fundos, mas foi perseguido e assassinado no quintal de uma casa vizinha. Os disparos atingiram tórax, braços, perna, rosto, orelha e tornozelo, e um dos tiros causou fratura na perna. Uma cadela que pertencia a Lucas também morreu durante a ocorrência, deixando quatro filhotes órfãos.
Com este caso, Mato Grosso do Sul chega a 114 mortos em abordagens policiais em 2025. A operação contou com apoio da PM de Figueirão, Batalhão Rural, Força Tática de Coxim e Comando da 4ª CIPM.

