Ausente, Riedel vira alvo de críticas no primeiro debate entre candidatos ao governo de MS

Palco de debate político vazio com cadeiras e câmeras de TV

Sem a presença do atual governador, concorrentes direcionam críticas à gestão estadual e ao ex-governador Reinaldo Azambuja

O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, realizado nesta segunda-feira, foi marcado por críticas direcionadas ao governador Eduardo Riedel (PP), que não compareceu ao evento. Os participantes reclamaram da gestão estadual e protestaram contra a ausência do atual chefe do Executivo. O debate foi promovido pelo Portal Primeira Página.

Entre os momentos de maior tensão, o candidato Delcídio do Amaral (PRD) elevou o tom ao se referir ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), a quem classificou o governo atual como um seguidor do “azambujismo”. Em outro momento, ele atacou a imprensa, chamando-a de “chapa branca”. O candidato Economista Renato (DC) também mencionou Azambuja, afirmando que ele tem mais de R$ 200 milhões bloqueados na Justiça.

Propostas e críticas dos candidatos

João Henrique Catan (Novo) encerrou sua participação falando com mães e donas de casa, destacando a falta de alimentos e as más condições de ruas e rodovias, atribuindo esses problemas à falta de uma reforma no atual governo. Lucien Rezende (PSOL) convocou os eleitores para uma reflexão sobre o “troca-troca de partido” na véspera da eleição e pediu votos para um estado melhor.

O candidato Economista Renato declarou estar indignado com a “corrupção e roubalheira” no estado, afirmando que os cidadãos são reféns do sistema financeiro e defendendo a redução de impostos sobre remédios e cesta básica. Delcídio do Amaral encerrou falando sobre investimentos na Santa Casa, atribuindo os problemas à prefeitura e ao governo, e prometeu discutir parcerias público-privadas na Sanesul nos próximos debates.

Jeferson Bezerra (PSDB) disse que não foi fácil chegar ao debate, mas que acredita em si mesmo e pediu aos eleitores que analisem bem, orem e peçam a Deus para escolher o melhor candidato. 

Daniel Lemes (PCO) convidou trabalhadores para votarem em seu partido para pôr fim a “526 anos de corrupção” e criticou as políticas do governo para indígenas, avaliando negativamente a atuação do Ministério dos Povos Indígenas em Mato Grosso do Sul. 

Fábio Trad (PSB) defendeu o modelo de governabilidade de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o estado é rico por si só e que, se eleito, trabalhará para desconcentração de renda, sem empobrecer os ricos honestos, mas para que os pobres ascendam à classe média.

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