Narcotraficante boliviano mais procurado do país morre em confronto com a Polícia em MS
O narcotraficante boliviano José Mariano Paes, considerado um dos criminosos mais procurados da Bolívia, foi morto na noite de sexta-feira (7) durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em uma região de mata fechada nas margens do Rio Coxim, na zona rural de São Gabriel do Oeste, a 137 quilômetros de Campo Grande. Além de Paes, outros três homens também morreram no confronto, que ocorreu após os policiais serem recebidos a tiros de fuzil.
De acordo com a Polícia Militar, o grupo era suspeito de estar no avião interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) na semana passada, que fez um pouso forçado na região após ser alvo de um tiro de detenção. Os quatro ocupantes fugiram para a mata antes da chegada das equipes e eram procurados há sete dias. As buscas, que envolveram o Bope, o Grupamento Aéreo da Polícia Militar e outras unidades, localizaram os suspeitos em uma área de vegetação densa, onde eles teriam se escondido às margens do rio para ter acesso a água e alimentos.
Ao perceberem a aproximação dos policiais, os suspeitos abriram fogo, iniciando uma troca de tiros. Nenhum militar ficou ferido. Os quatro homens foram atingidos e socorridos ao Hospital Municipal José Valdir Antunes de Oliveira, mas não resistiram. Até o momento, apenas Paes teve a identidade confirmada; os nomes dos outros três mortos não foram divulgados.
A ação foi registrada como morte decorrente de intervenção policial. Com este caso, Mato Grosso do Sul contabiliza 99 mortes em 84 confrontos com forças de segurança, segundo dados divulgados até a publicação desta matéria.
As investigações apontam que o avião, que partiu da Bolívia com destino a São Paulo, entrou no espaço aéreo brasileiro em 31 de julho, um dia após a morte do subtenente da Polícia Boliviana Yerson Salazar Aliendres, em uma emboscada em San Matías, na fronteira com Mato Grosso. O grupo é suspeito de ter participado desse ataque, que também deixou outro policial ferido, e de usar a aeronave para fugir do país.
O voo, que não tinha plano de voo registrado nem matrícula visível, foi monitorado pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) de Mato Grosso, que acionou a FAB. Dois caças A-29 Super Tucano foram enviados para interceptar a aeronave, mas o piloto não obedeceu às ordens. Após o tiro de detenção, o avião pousou forçadamente em uma estrada vicinal na região do Areado. No interior da aeronave, nenhuma droga foi localizada.
A possível ligação entre o avião e o ataque na Bolívia já havia sido levantada pelo jornal El Deber, que noticiou que investigadores apuravam se a aeronave teria retirado do país o grupo responsável pela emboscada. Paes, que liderava o grupo, era um dos alvos das buscas e agora teve sua morte confirmada.
Com informações do Campo Grande News
