Fábio Trad registra plano de governo com 13 eixos para Mato Grosso do Sul

Fábio Trad apresenta plano de governo para Mato Grosso do Sul

Documento entregue à Justiça Eleitoral prevê mudanças em áreas como saúde, segurança e economia, com foco em reduzir desigualdades e ampliar participação social.

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), protocolou nesta sexta-feira (7) o plano de governo para as eleições de 2026, no sistema DivulgaCand da Justiça Eleitoral. A chapa, que tem Gilda Maria como vice, estrutura a proposta em 13 eixos temáticos, abrangendo desde a gestão pública até o turismo, com ênfase na redução das desigualdades regionais e na inclusão social.

O documento, que orientará uma eventual gestão entre 2027 e 2030, é definido pelo próprio partido como um “documento vivo”, sujeito a ajustes durante a campanha. Na síntese apresentada, o PT elenca prioridades como fortalecimento do serviço público, descentralização administrativa, desenvolvimento sustentável e valorização de direitos sociais.

Gestão com transparência e participação

O primeiro eixo propõe uma reforma administrativa com maior transparência e participação social. O diagnóstico aponta concentração de decisões em Campo Grande, o que dificulta o acesso de municípios pequenos e regiões de fronteira a programas e investimentos. Para reverter esse quadro, o plano prevê a reativação de conselhos estaduais, conferências periódicas e audiências presenciais e digitais. Também está previsto um Portal Estadual de Transparência Avançada, com dados abertos, acompanhamento em tempo real de obras e contratos e divulgação das filas da saúde.

Na economia, o programa reconhece o crescimento estadual impulsionado pelo agronegócio, celulose e proteína animal, mas critica a concentração em poucos setores e regiões. A proposta é implantar uma política de desenvolvimento regional com incentivos diferenciados para áreas menos industrializadas, além de um programa de neoindustrialização verde, com foco em agroindústria e energias renováveis. A Rota Bioceânica é citada como estratégica para a integração econômica, com investimentos em aeroportos e corredores industriais.

Saúde e segurança como prioridades

Na saúde, a principal proposta é retomar a gestão estatal dos hospitais regionais atualmente administrados por entidades privadas. O plano prevê fortalecer as unidades de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Nova Andradina e Coxim, além da construção de novos hospitais em Corumbá, Naviraí e Jardim. Para reduzir a sobrecarga na capital, o documento sugere a criação de centros regionais de especialidades e ampliação do serviço de hemodiálise. Também está prevista a criação da Carreira Estadual do SUS-MS e uma gratificação para profissionais que atuarem em regiões de difícil provimento.

Em segurança, o plano foca no combate ao crime organizado na fronteira com Paraguai e Bolívia, com integração entre forças estaduais e federais. As propostas incluem bases integradas permanentes em Ponta Porã, Corumbá e Porto Murtinho, fortalecimento do DOF, e um programa de saúde mental para os agentes. Na área social, são previstas políticas de prevenção à violência, especialmente para jovens, e medidas para proteger mulheres, com expansão de delegacias especializadas e monitoramento de agressores.

Educação, infraestrutura e meio ambiente

Na educação, uma das metas é eliminar a diferença salarial entre professores concursados e temporários, além de ampliar a proporção de efetivos. O plano prevê um censo da rede estadual para planejar novas escolas e reformas, além de universalizar a conectividade nas instituições. Também há propostas para fortalecer o ensino técnico em parceria com o IFMS e expandir o tempo integral em regiões vulneráveis.

Em infraestrutura, o programa propõe um plano integrado de logística, com duplicação de rodovias como a BR-060 e a BR-262, e monitoramento das concessões, como no caso da BR-163. Na área ambiental, as ações concentram-se na proteção do Pantanal, com um plano estadual de prevenção e combate a incêndios, e no fortalecimento do Imasul, com concursos e tecnologias de monitoramento remoto.

O plano também aborda incentivos fiscais vinculados a contrapartidas sociais e ambientais, além de programas de geração de emprego e renda, como o Empreendedorismo Popular e o Primeiro Emprego MS. Na cultura, a meta é elevar os recursos do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) para 1% do orçamento estadual. O documento finaliza com propostas para agricultura familiar, reforma agrária e turismo sustentável, visando integrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

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