Nelsinho Trad sinaliza recuo da disputa ao Senado para ser suplente de Reinaldo Azambuja
O senador Nelsinho Trad (PSD) sinalizou às lideranças da base governista de Mato Grosso do Sul que deverá abrir mão da candidatura à reeleição para assumir a primeira suplência na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) ao Senado nas eleições de 2026. A movimentação foi construída para evitar uma divisão entre os aliados e preservar a unidade do grupo político liderado pelo governador Eduardo Riedel (PSDB).
A articulação ganhou força durante uma reunião que reuniu os principais nomes da aliança governista. Segundo relatos de participantes, a composição surgiu como a alternativa mais viável para manter Nelsinho integrado ao projeto político sem comprometer a estratégia eleitoral definida para a chapa majoritária.
Reunião reuniu principais lideranças da base
Participaram do encontro o governador Eduardo Riedel, o ex-governador Reinaldo Azambuja, a senadora Tereza Cristina (PP), os deputados federais Beto Pereira (Republicanos) e Rose Modesto (União Brasil), o deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), o ex-senador Waldemir Moka (MDB) e o próprio Nelsinho Trad.
De acordo com participantes da reunião, o senador demonstrou abatimento ao comunicar que reavaliava seus planos eleitorais. Conforme os relatos, ele afirmou que a decisão está diretamente ligada ao desejo de preservar a aliança construída ao lado de Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja, com quem mantém uma relação política de longa data.
Suplência surgiu para evitar isolamento político
Diante do risco de disputar a eleição de forma isolada, a primeira suplência passou a ser tratada como a solução capaz de manter o PSD dentro da composição governista.
Nos bastidores, a avaliação predominante é que uma candidatura própria de Nelsinho ao Senado perderia competitividade, já que o PL definiu Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como seus candidatos à Casa. Sem espaço para uma composição diferente dentro da chapa, restaria ao senador concorrer de maneira independente, cenário considerado pouco estratégico para o grupo.
Antes mesmo da chegada de Nelsinho ao encontro, Reinaldo Azambuja teria informado aos demais dirigentes que o senador desejava permanecer no projeto político da aliança, mas encontrava limitações impostas pela legislação eleitoral para viabilizar essa permanência.
Foi nesse contexto que as lideranças construíram a proposta de oferecer ao parlamentar a primeira suplência na chapa de Reinaldo Azambuja, preservando sua participação na coligação e evitando uma divisão entre os partidos que sustentam a reeleição de Eduardo Riedel.
Campanha presidencial também entrou na pauta
Durante a reunião, as lideranças também discutiram o cenário da disputa pelo Palácio do Planalto.
Segundo participantes, Nelsinho Trad defendeu que a coligação monte uma estrutura própria em Mato Grosso do Sul para apoiar a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) à Presidência da República, nome respaldado nacionalmente pelo PSD.
Definição depende de Kassab
Apesar do desenho político estar praticamente consolidado entre as lideranças estaduais, a decisão ainda não foi oficializada.
Antes de confirmar o recuo da disputa ao Senado, Nelsinho Trad pretende conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a quem apresentará os motivos da mudança de estratégia. A expectativa entre os integrantes da aliança é que essa definição ocorra ainda neste fim de semana.
Se o acordo for confirmado, a base governista deverá encerrar uma das principais pendências da formação da chapa majoritária para 2026, reforçando a estratégia de Eduardo Riedel de manter unida uma coalizão formada por partidos de diferentes correntes políticas em torno de um projeto comum para Mato Grosso do Sul.
