Prefeitura de Campo Grande prevê concluir licitação do estacionamento rotativo em três semanas
Retomada do rotativo no centro deve incluir pagamento por aplicativo e Pix e terá modelo definido pela Agereg com edital em até três semanas
O processo de licitação para retomar o estacionamento rotativo na região central de Campo Grande tem previsão de conclusão em até três semanas e visa atender a uma cobrança recorrente do comércio local. O serviço está desativado desde março de 2022, quando terminou o contrato com a antiga concessionária.
A elaboração dos estudos necessários para o certame está a cargo da Agereg Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados e a retomada foi atrasada pela falta de equipe técnica especializada. A Prefeitura transferiu a responsabilidade inicial da Agetran para a Agereg e informou que a minuta do edital ainda passará pela análise da Selc Secretaria Executiva de Licitações antes da publicação.
O novo modelo ainda não foi definido e não será realizado com papel ou chaveiro, segundo a agência responsável, que avalia alternativas como aplicativo e geração de código para pagamento por Pix. Em novembro de 2025 a prefeitura publicou no Diogrande um decreto com proposta inicial de três mil vagas na primeira etapa e expansão gradual para 6,2 mil espaços ao longo de seis anos com tarifa proposta de R$ 5.
A Metropark Administradora Ltda era a empresa que operava o serviço anterior e administrava 2.458 vagas no centro antes do fim do contrato em março de 2022. Após o encerramento, a concessionária acumulou créditos de consumidores no valor de R$ 3,5 milhões e o Ministério Público acionou a Justiça para que esse montante fique disponível aos usuários ou seja aproveitado no certame futuro, há também ação que cobra cerca de R$ 22 milhões em valores contratuais.
Comerciantes reclamam da pouca rotatividade nas vagas porque veículos permanecem por longos períodos e reduzem a disponibilidade para clientes, e a previsão é de que a nova licitação amplie a área do estacionamento pago para atender a essa demanda. A proposta prevê concessão por 12 anos com possibilidade de prorrogação por igual período, prazo que, segundo a agência, precisa ser compatível com os investimentos exigidos e atrativo para empresas interessadas.
Paulo da Silva diretor da Agereg explicou que os levantamentos seguem em fase de definição e que a escolha do modelo será detalhada no termo de referência. “Está bem organizado. Não acredito que vai dar deserto”.

