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Lula fecha palanques em 25 estados e no DF, enquanto Flávio enfrenta dificuldades

Mapa do Brasil destacando estados com palanques de Lula e estados indefinidos para Flávio Bolsonaro

Com o início das convenções entre 20 de julho e 5 de agosto Lula tem apenas Goiás sem palanque enquanto Flávio lida com indefinições em seis unidades da federação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem palanques definidos em 25 estados e no Distrito Federal e segue com apenas o estado de Goiás sem pré-candidato ao governo, enquanto o senador Flávio Bolsonaro ainda enfrenta indefinições em seis estados.

Até 5 de agosto as legendas devem realizar convenções para escolher candidatos e formar coligações e elas têm prazo até 15 de agosto para registrar candidaturas na Justiça Eleitoral, com a propaganda eleitoral geral marcada para começar em 16 de agosto.

No cálculo de força política, o PT deu um passo relevante ao consolidar Patrus Ananias como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, o que reduz um dos principais nós para a campanha presidencial de Lula.

A escolha em Minas ocorre depois de uma rodada de tentativas do PT para viabilizar outros nomes entre os quais Rodrigo Pacheco, Alexandre Kalil, Josué Gomes e Marília Campos, antes do anúncio de Patrus Ananias.

Com a definição mineira, resta ao PT solucionar a questão de Goiás onde há um impasse entre as direções nacional e estadual da legenda a respeito do nome a ser apoiado para o Palácio das Esmeraldas.

Em reunião realizada em 13 de julho o diretório estadual do PT em Goiás decidiu manter apoio ao ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno, posição que contraria a preferência do presidente Lula pela deputada federal Adriana Accorsi que preside o diretório estadual e resiste à substituição.

No plano da chapa à Presidência Lula já formalizou Geraldo Alckmin como vice na tentativa de fechar a composição para a reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro permanece sem definição para o posto de vice.

O senador do PL entrou no período de convenções com nós em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão e embora exista interlocução com diretórios locais não há nomes confirmados em seis estados.

Em Pernambuco e Alagoas fontes que acompanham a articulação acreditam que a candidatura de Flávio pode ficar sem coligação oficial, o que colocaria o PL em situação de fragilidade eleitoral nessas unidades.

No Espírito Santo as conversas do PL caminham para um acordo que leve ao apoio a Lorenzo Pazolini do Republicanos em razão de entendimentos entre as siglas.

O Ceará aparece como ponto sensível após um rompimento entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro e mesmo com a insatisfação da ex-primeira-dama o PL tem tendência a manter apoio à candidatura citada nas negociações locais.

O Maranhão e o Amapá permanecem sem definição no campo de Flávio e no Maranhão, reduto que historicamente favorece o PT, o líder nas pesquisas Eduardo Braide fechou chapa para o governo com Lahésio Bonfim ao Senado e André Fufuca na vice ou em posto de influência, enquanto Braide nega acenos a PT ou PL.

O cenário de indefinições torna o calendário mais apertado para o PL que precisará concluir negociações estaduais e escolher um vice até as convenções, etapa que determina formalmente coligações e candidaturas antes do prazo final de registro.

O PT marcará seu encontro nacional em 2 de agosto em São Paulo para oficializar a candidatura de Lula à reeleição com Geraldo Alckmin na vice, data que antecede os prazos legais e formaliza a estratégia nacional da coligação.

Com as decisões estaduais e nacionais tomadas ou em fase final de fechamento as próximas duas semanas devem servir para selar acordos locais, consolidar chapas e encaminhar os pedidos formais de registro na Justiça Eleitoral.

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