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Campo Grande confirma 11º caso de raiva em morcegos e reforça orientações de prevenção

Técnico do CCZ recolhendo morcego em área urbana de Campo Grande

Campo Grande chega ao mesmo total do ano anterior após morcego recolhido na Vila Nasser testar positivo e autoridades reforçarem medidas de prevenção.

Campo Grande registrou o 11º caso de raiva em morcegos neste ano, igualando o número verificado ao longo de 2025, depois que um animal recolhido na Vila Nasser teve infecção confirmada em exame laboratorial.

O Centro de Controle de Zoonoses informou que o morcego foi encontrado no perímetro urbano e encaminhado para análise, o que motivou a divulgação de orientações à população sobre cuidados para reduzir o risco de transmissão.

Além da Vila Nasser, as ocorrências deste ano ocorreram nos bairros Vivendas do Bosque, Centro com três registros, Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Francisco, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Preto, conforme a prefeitura.

O CCZ reforça que a maioria das espécies locais se alimenta de frutas ou insetos e normalmente não oferece risco, mas alguns morcegos podem ser portadores do vírus e transmiti-lo a outros mamíferos, incluindo pessoas.

Como medida preventiva, a orientação é não tocar em morcegos encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou pendurados em locais baixos, isolar o animal para impedir contato de pessoas e animais domésticos e acionar o CCZ para o recolhimento.

O órgão lembra também da importância de manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia e de procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas em caso de contato direto com o animal para avaliação e eventual início do protocolo de prevenção contra a raiva.

O último registro de raiva humana em Campo Grande ocorreu em 1968 e em Mato Grosso do Sul a ocorrência mais recente aconteceu em 2015 em Corumbá, informação que as autoridades usam para contextualizar a necessidade de vigilância continuada e cuidados sanitários.

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