Flávio Bolsonaro abre mão de segurança da PF durante campanha eleitoral
Flávio Bolsonaro abre mão da proteção da Polícia Federal e pede que agentes sejam deslocados para investigar o suposto roubo aos aposentados do INSS.
Flávio Bolsonaro anunciou que não fará uso da escolta da Polícia Federal durante a campanha eleitoral e solicitou a redistribuição de servidores para outra investigação. “Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS. Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha — acusado de receber mensalinho do Careca do INSS — foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados”, continuou.
O pedido ocorre apesar de Flávio já ser acompanhado por seguranças e de usar colete à prova de balas em compromissos públicos, informação confirmada por relatos sobre sua agenda.
A Polícia Federal informou que iniciou na última segunda-feira (20) uma operação destinada a proteger candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A ação mobiliza até 458 servidores e inclui veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba, com orçamento estimado em R$ 95 milhões.
A proteção poderá começar após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das campanhas. As convenções têm início em 20 de julho e o prazo para registro das candidaturas segue até 15 de agosto.
A estrutura foi dimensionada para atender simultaneamente até dez candidaturas, com equipes especializadas em todos os estados e acompanhamento permanente das agendas de campanha. A corporação afirma que aplicará os mesmos critérios técnicos a todas as candidaturas e que o efetivo e os recursos serão definidos de forma individualizada conforme o nível de risco.

