Exposição sobre pandemia de covid reinventa memórias e aponta transformações futuras

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O Centro Cultural do Ministério da Saúde, na Praça Marechal Âncora 95, no Corredor Cultural do Rio de Janeiro, recebe a partir das 18h desta terça-feira a exposição Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro, concebida por Nísia Trindade. A mostra será gratuita e ficará aberta ao público de 1º de julho até abril de 2027, com funcionamento de terça-feira a sábado das 10h às 17h. Visitas em grupo podem ser agendadas pelo telefone (21) 2240-5318.

Visitas e acessibilidade

A organização prevê recursos de acessibilidade e equipe de educadores para acompanhar a visitação, incluindo profissionais capacitados em Libras e atendimento em inglês. A estrutura pretende permitir o acesso amplo às diversas etapas do roteiro expositivo, com ênfase em experiências sensoriais e documentação histórica.

A mostra reúne documentos, relatos, instalações, testemunhos, vídeos e minidocumentários produzidos por vários cientistas, que participaram também da curadoria ao lado de Nísia Trindade. A expografia e a cenografia são de André Cortês, profissional reconhecido entre os maiores cenógrafos do país.

Adrén Alves, diretor artístico da exposição, ressaltou à Agência Brasil “A nossa mensagem é “poderia ter sido diferente” e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado”

André Cortês, responsável pela expografia e pela cenografia, acrescentou à Agência Brasil “a criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar. Durante a pandemia, muitas redes humanas foram criadas”

Segundo os organizadores, a ciência é a protagonista da exposição e a iniciativa presta homenagem às vítimas da covid-19, aos profissionais do Sistema Único de Saúde que perderam a vida no enfrentamento da doença, à vacina e à ciência, e às mulheres que estiveram na linha de frente do combate. Adrén Alves destacou à Agência Brasil “E, antes de tudo, é um grito de esperança para dizer que não vamos repetir os mesmos erros do passado para evitar que venham outras pandemias. E, se vierem, que a gente esteja mais preparado”

De acordo com informações dos curadores, as palavras memória, justiça e reparação definem o projeto. A exposição propõe uma travessia coletiva pelas respostas dadas pela sociedade à pandemia, combinando material documental e vivências sensoriais para promover reflexão sobre aquele período no país.

Nísia Trindade afirmou “Reinventar a vida implica também transformar o futuro” e ressalta que a mostra busca dar ênfase à dimensão subjetiva do acontecido, sem deixar de analisar a dimensão política do processo e a necessidade de prevenir, preparar e responder de forma coletiva e adequada a futuras emergências em saúde.

Programação paralela

Os organizadores programaram ações complementares no Rio de Janeiro e em Niterói para ampliar o alcance da mostra. Entre as iniciativas estão rodas de leitura em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional para os dias 6 de julho, 3 de agosto e 8 de setembro, que abordarão registros históricos de crises sanitárias e reflexões artísticas e literárias produzidas no contexto da pandemia.

Haverá ainda um ciclo de seminários presenciais com transmissão online em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, dedicado aos impactos sociais, científicos e humanos da pandemia, cuja programação será desenvolvida pela SBPC. A exposição fará parte também da programação cultural da Reunião Anual da SBPC, que ocorrerá de 26 de julho a 1º de agosto em Niterói.

Entre as ações previstas está uma mostra de filmes em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre 5 e 9 de agosto, com documentários, ficções e curtas-metragens produzidos no período da pandemia, acompanhados de debates entre realizadores, pesquisadores e profissionais da saúde. Adrén Alves sintetizou a proposta com a frase “A exposição sai do museu”

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