Taxa de analfabetismo sobe para 3,9% em Mato Grosso do Sul, aponta IBGE
Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com taxa de analfabetismo de 3,9% entre pessoas de 15 anos ou mais, segundo dados da PNAD Contínua Educação divulgados pelo IBGE. Com base na população dessa faixa etária apurada pelo Censo de 2022, o percentual corresponde a aproximadamente 83,9 mil pessoas que não sabem ler nem escrever.
Embora esteja entre os 12 menores índices do país e abaixo da média nacional de 4,9%, Mato Grosso do Sul aparece com a maior taxa de analfabetismo entre os estados do Centro-Oeste e o Distrito Federal.
Os números mostram que houve avanço em relação à última década. Em 2015, a taxa estadual era de 5,7%, o que indica redução de 1,8 ponto percentual no período. No mesmo intervalo, o Brasil atingiu pela primeira vez um índice inferior a 5%, ainda distante da meta do Plano Nacional de Educação, que previa a erradicação do analfabetismo até 2024.
Apesar da melhora histórica, o levantamento aponta crescimento em comparação com 2024. No ano passado, a taxa era de 3,7%. O aumento de 0,2 ponto percentual representa cerca de cinco mil novos analfabetos no estado em 2025.
Idosos concentram maioria dos analfabetos
A pesquisa mostra que o analfabetismo continua fortemente associado ao envelhecimento da população. Dos 83,9 mil analfabetos estimados em Mato Grosso do Sul, cerca de 53 mil têm 60 anos ou mais.
Nesse grupo etário, a taxa alcança 12,3%, percentual que corresponde a 60,9% de toda a população analfabeta do estado.
Os dados indicam ainda que as gerações mais jovens apresentam índices menores, reflexo da ampliação do acesso à educação básica nas últimas décadas. Entre pessoas com 40 anos ou mais, a taxa é de 6,6%. Entre aqueles com 25 anos ou mais, o percentual cai para 4,6%.
Homens e população preta ou parda apresentam índices maiores
O levantamento também identificou diferenças por sexo e raça. Entre as mulheres com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo ficou em 3,6% em 2025. Entre os homens, o índice chegou a 4,1%.
Na comparação com 2024, o percentual feminino permaneceu estável, enquanto entre os homens houve aumento de 0,3 ponto percentual. Entre idosos, a diferença é ainda mais evidente. A taxa masculina alcançou 12,8%.
Os dados por cor ou raça mostram que o analfabetismo é mais frequente entre pessoas pretas e pardas. Enquanto 3,2% da população branca de 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever, o percentual sobe para 4,4% entre pretos e pardos.
Entre os moradores com 60 anos ou mais, a distância é maior. A taxa de analfabetismo entre pessoas brancas ficou em 8,7%, enquanto entre pretos e pardos atingiu 15,8%. Ainda assim, houve redução de um ponto percentual nesse grupo em relação ao ano anterior.
Os resultados divulgados pelo IBGE fazem parte do módulo Educação da PNAD Contínua, cuja série histórica entre 2016 e 2025 foi reponderada com base nos dados do Censo Demográfico de 2022.
