Justiça ouve testemunha sobre ataque a policiais civis na casa de Oruam

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A Justiça do Rio realizou nesta terça-feira a audiência de instrução e julgamento do processo que investiga o ataque a policiais civis na residência de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, com a juíza Tula Côrrea de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, atuando nos autos. Também figuram como rés no processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais; após a oitiva, as defesas informaram que os réus optaram por permanecer em silêncio e Oruam permanece foragido com prisão preventiva decretada.

No tribunal foi ouvido Thallys Gabriel de Azevedo como testemunha de defesa, e ele relatou “os policiais não se identificaram nem apresentaram mandado de busca e apreensão.” O depoimento foi parte da instrução destinada a apurar a acusação de tentativa de homicídio contra agentes da Polícia Civil.

Ao detalhar a versão apresentada pela defesa, Thallys Gabriel de Azevedo relatou “Ele também contou que foi colocado dentro do carro da Polícia Civil e que não viu a suposta agressão com pedras.” O conteúdo desse relato integra a linha de defesa mostrada em juízo.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Rio, o episódio ocorreu em julho de 2025, durante operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na casa atribuída a Oruam, no bairro do Joá, zona sudoeste da cidade. Os delegados Moyses Santana e o então oficial de cartório Alexandre Ferraz foram cumprir um mandado de busca e apreensão contra Thallys, à época menor de idade e apontado por envolvimento com o tráfico de drogas, quando teriam sido atingidos por uma pedrada. Na ocasião Thallys conseguiu fugir da viatura policial e se escondeu em uma mata próxima, não sendo localizado.

Ao final da oitiva, as defesas reiteraram a decisão dos acusados por não prestar declarações complementares, e os autos seguem para prosseguimento da instrução. Oruam aguarda decisão enquanto permanece foragido com prisão preventiva decretada pela Justiça.

Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, líder histórico do Comando Vermelho que está preso há quase 30 anos em unidade federal fora do Rio de Janeiro, informação que consta nos registros públicos relacionados ao caso.

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