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Receita Federal apreende 20 toneladas de insumo usado na produção de cocaína em Corumbá

acetato de etila

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de aproximadamente 20 toneladas de acetato de etila em Corumbá, na tarde desta quinta-feira (11). O produto químico é considerado um dos principais insumos utilizados no refino da cocaína e foi interceptado durante uma ação de inteligência na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.

Segundo a Receita Federal, a carga estava sendo transportada em uma carreta abordada pelas equipes que atuaram na operação. O motorista e o veículo foram encaminhados à Polícia Federal, responsável pelos procedimentos relacionados à investigação sobre a origem, o destino e a eventual utilização ilícita do produto.

As autoridades informaram que o trabalho foi resultado de um monitoramento realizado por setores especializados da Receita Federal e da PRF. Participaram da ação servidores da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 8ª Região Fiscal, sediada em São Paulo, equipes de Vigilância e Repressão da Alfândega da Receita Federal em Corumbá e policiais rodoviários federais de plantão no município.

De acordo com a Receita Federal, o acetato de etila é conhecido no meio do narcotráfico como um “solvente nobre”, por ser empregado na transformação da cocaína base em cloridrato de cocaína, forma refinada da droga que chega ao mercado consumidor.

A estimativa apresentada pelos órgãos envolvidos aponta que a quantidade apreendida seria suficiente para a produção de cerca de 40 toneladas de cloridrato de cocaína. O cálculo considera a proporção média utilizada por organizações criminosas, que empregariam aproximadamente um litro do solvente para cada dois quilos da droga finalizada.

acetato de etila2

A apreensão ocorreu dentro da estratégia de controle de precursores químicos nas regiões de fronteira, considerada uma das principais ferramentas de combate ao narcotráfico internacional. Segundo a Receita Federal, o objetivo é impedir que substâncias essenciais para o processamento da droga cheguem aos laboratórios clandestinos, provocando prejuízos financeiros às organizações criminosas e reduzindo a capacidade de produção dos grupos envolvidos.

Fronteira é foco das ações de inteligência

A Receita Federal destacou que o combate ao desvio de produtos químicos utilizados na fabricação de entorpecentes tem sido uma das prioridades das ações de inteligência desenvolvidas nas áreas de fronteira. A medida busca interromper etapas da cadeia criminosa antes mesmo da circulação da droga em território nacional.

Ainda conforme o órgão, a apreensão reforça a integração entre as forças de segurança e fiscalização no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas e aos crimes relacionados à atividade.

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