Simone Tebet acusa filhos de Bolsonaro por pressão dos EUA contra o PIX e critica possível tarifaço
A pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), criticou a possibilidade de o Brasil ser alvo de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e atribuiu a situação à atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo norte-americano. (veja o vídeo no final da matéria)
Durante declaração pública, Tebet afirmou que as medidas discutidas pela gestão do presidente Donald Trump representam um prejuízo aos interesses brasileiros. Segundo ela, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro teriam influenciado o governo dos Estados Unidos em ações que atingem o país.
A ex-senadora também saiu em defesa do PIX, sistema de pagamentos criado pelo Banco Central e amplamente utilizado pelos brasileiros. Ela destacou que a ferramenta ampliou o acesso da população ao sistema financeiro, especialmente entre pequenos empreendedores e trabalhadores que antes enfrentavam dificuldades para utilizar serviços bancários.
De acordo com Tebet, a ausência de tarifas nas transações e a popularização do sistema fizeram do PIX uma alternativa amplamente adotada no país. Na avaliação da pré-candidata, o modelo passou a incomodar setores do sistema financeiro dos Estados Unidos.
“Mas tem incomodado o sistema financeiro dos EUA, sobretudo as duas maiores bandeiras de cartão de crédito americanas”, declarou.
Defesa do PIX
Ao comentar o tema, Simone Tebet afirmou que o sistema de pagamentos pertence à população brasileira e voltou a criticar a suposta atuação de integrantes da família Bolsonaro no episódio.
“‘O PIX é nosso, é do povo brasileiro’”, afirmou.
A pré-candidata também classificou como “traição” e “antipatriotismo” a suposta articulação que, segundo ela, teria contribuído para medidas desfavoráveis ao Brasil. A declaração foi feita sem apresentação de provas sobre a participação dos filhos do ex-presidente nas decisões do governo norte-americano.
Por fim, Tebet defendeu que o Brasil busque a negociação para evitar a adoção das tarifas, mas sustentou que as conversas devem ocorrer em condições de igualdade entre os países.
