Testes no Emílio Ribas mostram que paciente não tem ebola
A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou na manhã desta segunda-feira que o homem internado no hospital Emílio Ribas não está contaminado com ebola, após exames que não detectaram material genético do vírus na amostra coletada.
O paciente, de 37 anos, é imigrante da República Democrática do Congo e esteve recentemente no país de origem, apresentando sinais compatíveis com a doença, segundo informações oficiais. Exames prévios também identificaram quadro de meningite meningocócica.
Ao chegar ao Emílio Ribas, ele estava em estado grave, com diarreia e desorientação e apresentava piora rápida, o que exigiu intubação. O paciente permanece internado em isolamento na unidade de referência, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de ocorrência, conforme divulgado pela secretaria.
Representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde e da equipe do Emílio Ribas seguem analisando o caso, que foi notificado junto ao Ministério no sábado sobre dois suspeitos, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, o caso envolve um viajante que veio de Uganda e que estava hospedado no bairro de Vila Isabel com quadro de calafrios, tosse e diarreia. Exames realizados no Instituto Oswaldo Cruz confirmaram resultado positivo para malária, e o paciente está sob cuidados do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, aguardando resultado definitivo sobre a infecção por ebola.
O Ministério da Saúde avalia o risco de transmissão do ebola no Brasil e na América do Sul como baixo e divulgou documento sobre a capacidade de vigilância e resposta, com a seguinte declaração
“O país dispõe de protocolos de vigilância, assistência e resposta para a identificação, investigação e manejo oportuno de casos suspeitos”
A Organização Mundial da Saúde declarou em 17 de julho de 2019 Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional por ebola na República Democrática do Congo, medida prevista no Regulamento Sanitário Internacional, e neste momento considera o risco elevado apenas no país afetado e nos que fazem fronteira.
Sobre o surto atual que envolve a República Democrática do Congo e Uganda, a OMS aponta até o momento 18 mortes confirmadas entre 134 casos confirmados, o que representa taxa de mortalidade de 13%, número bem abaixo da média histórica. Outras 223 mortes e 906 casos permanecem em investigação, e há registro de que a OMS declarou surto nos dois países há 15 dias.
A Doença pelo Vírus Ebola é grave e pode apresentar taxa de letalidade que atinge até 90%, afetando seres humanos e primatas não humanos como macacos, gorilas e chimpanzés. Entre os sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, indica a secretaria.
A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença, e o infectado transmite o vírus somente na fase aguda, quando já apresenta sintomas severos.

