Corumbá realiza simulados e ações preventivas em barragens de mineração

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A Prefeitura de Corumbá, por meio da Defesa Civil Municipal, começou em 19 de maio de 2026 uma série de atividades destinadas à orientação e preparação de pessoas que vivem, trabalham ou frequentam áreas próximas a estruturas de contenção de rejeitos de mineração.

As ações integram o Seminário Orientativo e o Simulado Prático Interno e Externo de Emergência que fazem parte dos Planos de Ação de Emergência de Barragens de Mineração e têm como finalidade treinar a atuação de equipes e da população em hipóteses de incidentes.

O município abriga forte atividade de extração de minério de ferro e mantém atualmente sete estruturas ativas de contenção de rejeitos distribuídas em quatro minas distintas.

As estruturas sob responsabilidade da Vetria Mineração S.A. são a Barragem Sul e a Baía 4 na Mina Laís, além da Barragem B-6 e da Bacia B-9 na Mina Manjolinho. A LHG Mining responde pela Bacia 06 Alto de Serra e pela Bacia 02/03 Alto de Serra Mn na Mina Urucum, e pela Barragem Gregório na Mina Santa Cruz.

A Barragem Sul, na Mina Laís, está em fase final de descaracterização em razão da proibição do alteamento a montante no país, porém mantém obrigações de monitoramento, controle e de planejamento de emergência, bem como a realização de simulados, conforme as normas de segurança aplicáveis.

Entre as estruturas existentes, a Barragem Sul e a Barragem Gregório foram classificadas com Dano Potencial Associado alto, classificação que impõe a realização de exercícios com a população eventualmente afetada pelas rotas de impacto consideradas nos estudos.

A Defesa Civil esclarece que DPA alto não significa situação insegura ou risco iminente de rompimento e que essa classificação se refere às possíveis consequências em um acidente hipotético, incluindo danos a pessoas, propriedades, vias, atividades econômicas e ao meio ambiente.

Segundo estudos e mapeamentos técnicos, os possíveis efeitos dessas estruturas não alcançam diretamente o perímetro urbano da cidade. As áreas de atenção ficam a aproximadamente 20 quilômetros da entrada de Corumbá, com possibilidade de interferência em trechos da BR-262 e com foco preventivo voltado aos balneários Iracema, Lago Azul e Menck, incluídos nas rotas de impacto em cenários simulados.

A atenção às rotinas de segurança deve ser intensificada principalmente em finais de semana e feriados, períodos com maior presença de público nos balneários. Além de moradores e proprietários locais, frequentadores ocasionais precisam ser informados sobre rotas de fuga e pontos de encontro sinalizados.

Capitão Silvanei, responsável pela Defesa Civil Municipal de Corumbá, chamou a atenção para a necessidade de familiaridade com as rotas e pontos de encontro nas áreas de risco.

“É importante que moradores, trabalhadores, frequentadores dos balneários e pessoas que transitam pela região conheçam as rotas de fuga e os pontos de encontro. Caso a sirene seja acionada, a orientação é seguir imediatamente pela rota de fuga sinalizada até o ponto de encontro mais próximo, mantendo a calma e observando as orientações das equipes responsáveis”

Paralelamente aos simulados, a Prefeitura informa que está concluindo a atualização do Plano de Contingência para Emergências em Barragens de Mineração, documento que reúne protocolos, responsabilidades e medidas de integração entre órgãos públicos de resposta.

As ações têm caráter preventivo e visam ampliar a segurança da população, reduzir riscos e fortalecer a atuação conjunta entre o município, as empresas responsáveis pelas estruturas, órgãos de segurança, saúde, trânsito, meio ambiente e demais instituições envolvidas.

Moradores, proprietários ou responsáveis por estabelecimentos que tenham dúvidas sobre a localização em possível Zona de Autossalvamento ou em área de mancha de inundação podem contatar a Defesa Civil Municipal pelo telefone funcional e WhatsApp (67) 98191-0200.

A Zona de Autossalvamento é a área próxima à barragem onde, em caso de emergência, o tempo de chegada do fluxo de rejeitos ou água pode ser reduzido e por isso exige conhecimento prévio das rotas de fuga e dos pontos de encontro, com deslocamento imediato diante do acionamento de sirene ou orientação das autoridades.

A Defesa Civil reforça a orientação à população sobre procedimento em caso de sinal de alerta.

“em caso de acionamento de sirene, siga imediatamente pela rota de fuga sinalizada até o ponto de encontro indicado. Não retorne à área de risco até a liberação oficial das autoridades competentes.”

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