Médico diz que Lula retirou lesão e deve ficar em repouso nos próximos dias

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Na manhã de sexta-feira o presidente passou por uma pequena cirurgia em São Paulo para retirar uma lesão no couro cabeludo; o procedimento estava agendado e não foi classificado como emergência, conforme informações divulgadas pela imprensa oficial.

O médico Ricardo Kalil, que acompanha o presidente e auxiliou na condução do caso, informou o estado clínico imediato e a previsão de alta hospitalar. “ele deverá permanecer mais algumas horas no hospital e deve ir para casa hoje”

A cirurgia foi realizada pela médica Cristina Abdala, que explicou a técnica adotada e a natureza do material removido. “Foi uma lesão de pele. É muito comum, é a mais comum que tem no mundo”

Em seguida, a especialista detalhou a origem da lesão e a conduta adotada quando há crescimento do quadro. “É uma lesão de pele que vem da exposição solar. É muito comum e quando ela cresce, a gente tem que tirar”

De acordo com a equipe médica, o tecido extraído foi encaminhado para biópsia e o diagnóstico apontou tratar‑se de um carcinoma basocelular, de caráter localizado e sem tendência a espalhar para outras partes do corpo, conforme informado pela assessoria que acompanhou o atendimento.

Além do procedimento no couro cabeludo, o presidente recebeu uma infiltração na mão direita para tratamento de tendinite, informou a mesma fonte sobre os cuidados realizados ainda na unidade de saúde.

Kalil também descreveu os cuidados e as restrições recomendadas para o período de recuperação e explicou como isso afetará a rotina e a agenda. “Vamos evitar grandes eventos nos próximos dias. Lula não vai tomar medicamento. Ficou uma ferida cirúrgica e é esperar cicatrizar, o que deve demorar um mês. O cuidado agora é curativo, usar chapéu e tocar a vida normal dele”

Questionado sobre o impacto no calendário da campanha presidencial, o médico afastou prejuízos à atuação política do presidente e relativizou o efeito sobre aparições públicas. “Vai atrapalhar a campanha? A resposta é não. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu, como aconteceu outras vezes”

O presidente chegou ao hospital por volta das 7h e esteve acompanhado pela primeira‑dama Janja da Silva, de acordo com o relato sobre o procedimento, que foi programado pela equipe médica e não emergencial.

As informações foram apuradas a partir de divulgação da imprensa oficial e reportagens veiculadas no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, com contribuições da cobertura local.

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