Instagram muda regras para adolescentes e adota classificação indicativa brasileira

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A Meta anunciou uma reformulação no Instagram para adequar o consumo de conteúdo de adolescentes aos padrões da classificação indicativa brasileira. A plataforma passa a aplicar filtros semelhantes aos utilizados no cinema e na televisão para restringir o acesso a materiais sensíveis.

As mudanças afetam diretamente jovens entre 13 e 17 anos e entram em vigor de forma automática para quem já possui cadastro. O sistema estabelece a categoria para maiores de 13 anos como o novo padrão no país e impede que os menores desativem a proteção sem a autorização de um responsável.

A empresa justifica a alteração como uma resposta às demandas por maior segurança no ambiente digital. “O que fizemos foi revisar os critérios que utilizamos para conteúdos sensíveis, inspirando-nos em padrões de classificação indicativa de filmes e também no feedback dos pais”

A atualização ocorre no mesmo período em que o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital entrou em vigência no mercado nacional. O cenário global também pressiona as gigantes da tecnologia após recentes condenações judiciais nos Estados Unidos envolvendo o vício de jovens em redes sociais.

O pacote de novidades inclui três níveis distintos de moderação para as famílias. A configuração padrão busca equilibrar proteção e exposição, enquanto existem opções mais restritivas ou com acesso ampliado para a faixa etária dos 16 aos 18 anos.

Os pais ganham recursos extras de monitoramento através do painel de supervisão do aplicativo. A ferramenta permite visualizar com quem os filhos trocam mensagens frequentes, embora o conteúdo das conversas permaneça inacessível para garantir a privacidade dos menores.

Ticá Almeida, gerente de comunicação da empresa, detalhou o funcionamento do monitoramento focado na rede de contatos. “O que os pais podem saber quando eles têm a supervisão parental? Com quem os adolescentes estavam trocando mensagens”

A executiva reforçou a necessidade de manter uma relação de confiança entre familiares e a tecnologia. “A gente oferece as ferramentas, ouve os pais, mas sabe que essa é uma parceria”

O controle de tempo de tela também ganha novas funcionalidades para evitar o uso excessivo do celular. Os responsáveis podem definir um limite diário de até 60 minutos e bloquear o acesso ao aplicativo em momentos de estudo ou descanso.

Principais recursos ativados nas contas de menores de idade

  • Bloqueio total do aplicativo em horários programados pela família
  • Limite diário de uso com alerta e interrupção do acesso
  • Modo de descanso automático ativado entre 22h e 7h com pausa nas notificações
  • Relatório de interações para os pais acompanharem a rede de contatos dos filhos
  • Avisos sobre denúncias feitas pelos adolescentes na plataforma para mediação familiar
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