Papa Leão pede cessar-fogo e diz que guerra contra Irã registra agravamento
O papa Leão XIV voltou a pedir um cessar-fogo enquanto surgem relatos de que os Estados Unidos (EUA) planejam enviar milhares de soldados para o Oriente Médio em um reforço militar, e realçou o custo humano do conflito.
Ao deixar sua residência em Castel Gandolfo, o pontífice colocou ênfase na necessidade de solução pela via diplomática. “Quero renovar o apelo por um cessar-fogo, para trabalhar pela paz, mas não com armas — em vez disso, por meio do diálogo, buscando verdadeiramente uma solução para todos”, segundo o papa.
Leão, primeiro papa norte-americano, manifestou preocupação com a escalada de animosidade e com o aumento de violência no teatro bélico. “o ódio esteja aumentando e a violência ficando cada vez pior”, segundo o papa.
O líder da Igreja Católica também chamou atenção para as consequências humanitárias imediatas do conflito, citando deslocamento e mortes entre civis e combatentes. “Há mais de 1 milhão de pessoas deslocadas e muitos mortos”, segundo o papa.
No acompanhamento das manifestações públicas sobre o conflito, o pontífice havia classificado a situação em termos abrangentes. No domingo (22), o papa qualificou o conflito como um “escândalo para toda a família humana”.
Além das críticas à escalada, o papa fez um apelo direto às autoridades para que privilegiem o diálogo na busca por soluções. “Convido todas as autoridades a trabalhar verdadeiramente por meio do diálogo para resolver os problemas.”, segundo o papa.
Contexto e desdobramentos
Os pronunciamentos do pontífice chegam em meio a relatos sobre reforços militares americanos na região e a ampla movimentação diplomática internacional, com organismos e líderes globais também pressionando por medidas que reduzam o sofrimento de civis. De acordo com informações divulgadas na sequência das declarações, a situação humanitária já afeta mais de um milhão de deslocados, reforçando a urgência dos apelos por negociações.

