Cláudio Castro renuncia e anuncia pré-candidatura ao Senado pelo Rio

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Cláudio Castro renunciou ao governo do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, informação confirmada em cerimônia realizada no Palácio Guanabara com a presença de aliados. Ele declarou intenção de concorrer como pré-candidato a uma vaga no Senado pelo estado do Rio de Janeiro.

Posicionamento e despedida

Durante o ato de despedida, realizado no fim da tarde, Castro disse que deixa o cargo de forma serena e agradecida, frase que marcou a cerimônia. “Encerro o meu tempo à frente do governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata”

O governador havia sido reeleito em primeiro turno nas eleições de 2022, com 4,9 milhões de votos. A saída ocorre às vésperas da retomada pelo Tribunal Superior Eleitoral do processo que pede a cassação do seu mandato por abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição.

Julgamento no TSE

O julgamento do processo será retomado nesta terça-feira (24) pelo TSE, onde a relatora, ministra Maria Isabel Galotti, já votou em novembro pela cassação do mandato. A análise foi interrompida por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a votar.

Se o entendimento da relatora for mantido pelo tribunal, Castro pode ficar inelegível por oito anos e novas eleições para o governo do estado deverão ser convocadas.

Informações sobre a renúncia foram divulgadas no programa Repórter Brasil, da TV Brasil, que compilou detalhes da cerimônia e do calendário processual.

Sucessão e prazo para escolha de novo governador

Com a saída do vice-governador Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro em 2025, e com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, afastado de suas funções, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume o governo de forma interina.

De acordo com a legislação aplicável, o novo ocupante interino terá o prazo de dois dias para organizar uma eleição indireta entre os 70 deputados estaduais, que terão até 30 dias para escolher o indicado que comandará o governo em mandato-tampão até a realização das eleições majoritárias previstas para outubro.

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