Caso de policial baleada é remetido à vara de feminicídio em São Paulo

news 171220 1773246957

O Tribunal de Justiça de São Paulo distribuiu o inquérito sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana à Vara do Júri da Capital, especializada em julgamentos de crimes dolosos contra a vida como homicídio, feminicídio e induzimento ao suicídio. O caso havia sido inicialmente registrado como suicídio.

Gisele foi encontrada no dia 18 de fevereiro com um disparo na cabeça no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele estava no local, acionou socorro e relatou às autoridades que a morte teria sido causada por suicídio; posteriormente o registro foi alterado para morte suspeita.

Andamento das investigações

De acordo com informações oficiais da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a apuração trata o episódio como morte suspeita e a tipificação poderá ser revista a qualquer momento, sem prejuízo ao inquérito. A Secretaria da Segurança Pública atualizou o caso e trouxe detalhes sobre as diligências realizadas. “A Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações. O caso é rigorosamente apurado, sob sigilo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar”.

Laudo necroscópico

O laudo necroscópico elaborado pelo Instituto Médico Legal após a exumação do corpo apontou a presença de lesões contundentes na face e na região cervical, atribuídas a pressão digital, além de escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, provocada por unha. O documento tem data do último sábado (7), um dia depois da exumação do corpo da vítima.

No primeiro laudo necroscópico, emitido em 19 de fevereiro, já constava menção a lesões na face e no pescoço do lado direito, informação que permanece entre os elementos analisados pela perícia e pelas autoridades que investigam o caso.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também