Adolescente apontado como mentor de estupro coletivo é considerado foragido no Rio

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Polícia cumpre mandados em endereços da zona sul e norte mas não localiza suspeito de planejar crime contra jovem da mesma idade

Autoridades do Rio de Janeiro classificam como foragido o adolescente de 17 anos acusado de planejar e executar um estupro coletivo contra uma jovem da mesma idade. A decisão pela internação provisória do menor foi acatada pelo juízo da Vara de Infância e Juventude nesta quinta-feira após parecer favorável do Ministério Público. Agentes da Polícia Civil realizaram diligências em imóveis ligados ao suspeito nos bairros de Copacabana e São Cristóvão mas não o encontraram.

Investigações apontam que o jovem utilizou um relacionamento afetivo com a vítima para atraí-la até um apartamento em Copacabana. O inquérito indica que outros homens já aguardavam no local para cometer os abusos em janeiro deste ano. O delegado Ângelo Lages classifica o adolescente como a “mente por trás” dos episódios relatados na delegacia.

O histórico do suspeito inclui menção como mentor em outro caso ocorrido em 2023. Este episódio anterior foi denunciado às autoridades após a repercussão do crime mais recente e teria acontecido quando tanto o suposto autor quanto a vítima tinham 14 anos.

A operação policial já resultou na prisão de quatro homens adultos ao longo da semana. Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho foram detidos na terça-feira enquanto Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram presos na quarta. Defensores de Vitor Hugo e João Gabriel negam envolvimento no crime e a reportagem não localizou os advogados dos demais acusados ou do adolescente.

Divergências entre polícia e judiciário

O trâmite para a internação do menor gerou um embate público entre a Polícia Civil e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O Judiciário divulgou comunicado apontando “sucessivos erros” na condução policial como o envio do inquérito para um juizado de violência doméstica em vez da vara especializada em crianças e adolescentes. O tribunal destacou que o documento inicial não continha pedidos de prisão ou busca e apreensão o que poderia gerar nulidade do processo.

O delegado responsável pelo caso criticou a demora na decisão judicial antes da formalização dos mandados. Ângelo Lages argumentou que a espera prejudicava a apuração de novos supostos delitos enquanto o adolescente permanecia em liberdade. A Polícia Civil defendeu em nota que seguiu o rito regular e conduziu a investigação “com rigor técnico, celeridade e absoluto compromisso com a responsabilização dos envolvidos”.

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