Sobe para 36 o número de mortos após temporais na zona da mata em Minas Gerais

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Equipes de resgate concentram esforços em Juiz de Fora e Ubá enquanto previsão do tempo aponta risco de novas chuvas para o centro-sul do estado

As equipes de resgate atualizaram para 36 o total de óbitos decorrentes dos fortes temporais que atingiram a Zona da Mata mineira. Cinco corpos foram localizados na madrugada desta quarta-feira (25) elevando o balanço anterior divulgado pelas autoridades. A maioria das vítimas fatais estava em Juiz de Fora que contabiliza 30 mortes enquanto a cidade de Ubá registrou seis perdas.

O trabalho do Corpo de Bombeiros segue intenso com atuação em nove frentes distintas para tentar localizar 33 pessoas que ainda constam como desaparecidas. A concentração maior das buscas ocorre em Juiz de Fora onde 31 moradores não foram encontrados e outros dois são procurados em Ubá. A corporação informou também que conseguiu resgatar 208 cidadãos com vida em toda a região afetada.

A previsão meteorológica indica a possibilidade de novos temporais para esta quarta-feira na faixa centro-sul do estado. A região de Juiz de Fora permanece em alerta já que foi uma das áreas mais castigadas pelas precipitações iniciadas na noite de segunda-feira (23).

O município decretou estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira (24) devido aos estragos generalizados na infraestrutura urbana. A administração municipal descreveu o cenário como uma cidade com cicatrizes após o amanhecer seguinte às tempestades. Diversas vias ficaram intransitáveis por inundações ou precisaram ser bloqueadas pela queda de árvores.

O bairro Parque Jardim Burnier sofreu danos severos com a força de um deslizamento de terra que destruiu cerca de 12 residências. Relatos de moradores indicam que houve pouco tempo para abandonar os imóveis antes do desastre ocorrer. A população local afirmou ter sentido trepidações no solo ainda na tarde de domingo (22) cerca de um dia antes do evento crítico.

Estabelecimentos comerciais como bares e restaurantes permaneceram fechados na primeira noite após a tragédia mesmo em setores não afetados diretamente pelas águas. O período noturno foi marcado por vigílias de moradores que aguardam notícias sobre possíveis soterrados e o paradeiro dos desaparecidos.

Minas Gerais possui um histórico recorrente de tragédias causadas por volumes excessivos de chuva que resultam em mortes e milhares de desabrigados. O estado registrou em janeiro de 2020 a morte de pelo menos 53 pessoas após precipitações intensas ocorridas naquele período.

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