Mercado projeta inflação de 3,95% e mantém PIB em 1,8% em 2026

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(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A estimativa de inflação para 2026 caiu para 3,95% no relatório semanal Boletim Focus, divulgado nesta quarta-feira. O levantamento reúne projeções de instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos e mostra a sexta redução consecutiva para o índice oficial de preços.

O percentual permanece dentro do intervalo definido pelo Conselho Monetário Nacional, cuja meta central é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para os anos seguintes, o mercado manteve as previsões em 3,8% para 2027 e 3,5% para 2028 e 2029.

A inflação mensal mais recente registrou alta de 0,33% em janeiro, pressionada por energia elétrica e combustíveis. O dado foi apurado pelo IBGE e manteve o acumulado de 2025 em 4,44%.

Juros seguem elevados e corte é esperado

A taxa básica permanece em 15% ao ano, nível definido pelo Copom e o mais alto desde 2006. A autoridade monetária indicou possibilidade de início do ciclo de queda na reunião de março, condicionada ao comportamento dos preços e do cenário externo.

Analistas mantiveram a projeção de Selic em 12,25% ao final de 2026. Para 2027, a expectativa é de 10,5%, com recuo adicional para 10% em 2028 e 9,5% em 2029. O movimento de juros mais baixos tende a baratear o crédito e estimular consumo e produção, enquanto níveis elevados atuam no controle da demanda e da inflação.

Atividade econômica e dólar

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto permanece em 1,8% para 2026 e também para 2027. Para 2028 e 2029, o mercado estima expansão de 2%. O desempenho recente mostra estabilidade, com avanço de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, resultado associado ao avanço da indústria e do setor agropecuário.

A cotação do dólar esperada para o fim de 2026 segue em R$ 5,50, patamar que também é projetado para o encerramento de 2027.


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