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BNDES libera R$ 4,64 bilhões para modernização de 11 aeroportos; três em MS

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Investimento bilionário impulsiona a aviação regional em quatro estados, com obras avançadas e ampliação da capacidade operacional de terminais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou R$ 4,64 bilhões para a modernização de 11 aeroportos no Brasil, como parte de um plano de investimentos mais amplo que envolve R$ 5,7 bilhões em financiamento e pode alavancar até R$ 9,2 bilhões. As obras, já em andamento, visam aprimorar a infraestrutura aeroportuária e fortalecer a conectividade regional.

Os terminais beneficiados estão localizados em quatro estados: São Paulo (Congonhas), Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá), Pará (Santarém, Marabá, Carajás, Altamira) e Minas Gerais (Uberlândia, Uberaba, Montes Claros). A gestão desses aeroportos é de responsabilidade da Aena, uma das maiores operadoras aeroportuárias do mundo.

aeroporto corumba

No Mato Grosso do Sul, os três aeroportos contemplados demonstram progressos significativos. Ponta Porã já alcançou 79,61% de execução total, enquanto Corumbá tem 67,10% das obras concluídas e Campo Grande, a capital, atingiu 60,43%. Esses avanços consistentes reforçam a ligação do estado com importantes centros urbanos brasileiros.

A modernização dos aeroportos representa um reforço na segurança dos voos, uma ampliação da capacidade operacional e a redução de gargalos logísticos em regiões estratégicas do país. Essas intervenções são esperadas para atrair novas rotas, impulsionar a economia local e integrar áreas produtivas do interior aos grandes centros urbanos, sendo um componente do Novo PAC.

A operação de financiamento integra um dos maiores movimentos históricos da aviação brasileira. A oferta pública de debêntures, totalizando R$ 5,3 bilhões, foi coordenada pelo BNDES em conjunto com o Santander. O apoio financeiro do BNDES englobou a subscrição de debêntures no valor de R$ 4,24 bilhões e um financiamento adicional de R$ 400 milhões via linha Finem, somando o montante total para a Aena de R$ 5,7 bilhões.

Durante a fase de implantação do projeto, a expectativa é de geração de aproximadamente 2,8 mil empregos diretos e indiretos. Após a conclusão das obras, a projeção indica a criação de mais de 700 novas vagas de trabalho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, em quarta-feira, 11/2, da cerimônia referente ao Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos.

O financiamento foi estruturado pelo BNDES como um project finance non recourse, modalidade em que o pagamento da dívida se baseia no fluxo de receitas geradas pelo próprio projeto. Esse mecanismo permite que, após a finalização das obras, a Aena possa refinanciar a dívida em condições potencialmente mais vantajosas, com a possibilidade de repricing, eliminando o risco de rolagem e assegurando o funding de longo prazo para o projeto.

A Fase I-B das concessões abrange a ampliação e a adequação dos aeroportos para cumprir as especificações mínimas de infraestrutura, aumentar a capacidade operacional e implementar melhorias estruturais e de sustentabilidade. Esta etapa concentra os investimentos principais da concessão, com o prazo de conclusão previsto para junho de 2028 no Aeroporto de Congonhas e junho de 2026 para os demais terminais.

A Aena é uma operadora aeroportuária global, responsável pela administração de 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha, além de deter participação no Aeroporto de Londres-Luton e atuar no México e na Jamaica. No Brasil, além dos 11 aeroportos contemplados neste plano, a empresa administra outros terminais no Nordeste, como os de Recife, Maceió e Aracaju, que já contaram com um apoio anterior do BNDES de R$ 1,04 bilhão.

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